11 de julho de 2026
Economia & Negócios

PIB: Mercado reduz previsão de crescimento da economia em 2020

FolhaPress
| Tempo de leitura: 3 min

São Paulo - A estimativa para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) caiu de 2,20% para 2,17% em 2020. Já as previsões do mercado para o PIB dos anos seguintes, 2021, 2022 e 2023, continuam em 2,50%.

Os dados constam do boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC), que traz as projeções de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. As informações são da Agência Brasil.

De acordo com o boletim do BC, a cotação do dólar deve fechar o ano em R$ 4,20. Para 2021, a expectativa é que a moeda americana continue no patamar alto e encerre o ano em R$ 4,15.

As instituições financeiras consultadas pelo BC também reduziram a previsão para a inflação de 2010. A projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) caiu de 3,20% para 3,19%.

ESTIMATIVA

Para 2021, a estimativa de inflação se mantém em 3,75%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações: 3,50% em 2022 e 2023.

A projeção para 2020 está abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC, de 4%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, segundo definiu o CMN (Conselho Monetário Nacional). Para 2021, a meta é 3,75% e para 2022, 3,50%.

Para alcançar a meta de inflação, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 4,25% ao ano pelo Copom (Comitê de Política Monetária). Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic se mantenha em 4,25% ao ano até o fim de 2020.

Para 2021, a expectativa é que a taxa básica suba para 5,75% ao ano. Para 2022 e 2023, as instituições estimam que a Selic termine os períodos em 6,5% ao ano.

DÓLAR

O dólar até tentou ensaiar uma queda na tarde desta segunda-feira, mas o movimento não se sustentou e a moeda americana fechou em alta, a nona seguida. No exterior, ao contrário, o dólar perdeu força ante divisas fortes e emergentes, com o aumento da perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve cortar os juros de forma agressiva pela frente para lidar com os efeitos do coronavírus. Também cresceu a aposta de ações coordenadas dos governos e a expectativa é para uma teleconferência de ministros das finanças dos sete países mais ricos do mundo, o G7, nesta terça-feira (3).

Aqui, o dólar à vista fechou com valorização de 0,19%, a R$ 4,4870. Além do cenário externo, operadores ressaltam que também contribui para aumentar a pressão no câmbio a visão de que o Banco Central pode cortar juros. Mesmo que bancos centrais lá fora façam o mesmo movimento, a visão é que o diferencial de taxas deve continuar baixo e desfavorável para o Brasil. Pela manhã, o dólar chegou a superar R$ 4,50.

"O câmbio vai continuar sob pressão, não vejo tendência de melhora no curto prazo", afirma o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo. Para ele, a probabilidade maior é de dólar mais perto de R$ 4,50 do que de R$ 4,00 pela frente. "A possibilidade é de mais saídas de capital do Brasil do que de entradas." Galhardo acrescenta ainda que os ruídos políticos só contribuem para aumentar a pressão no câmbio.