O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, descartou nesta quarta-feira (4) adiar ou cancelar os Jogos de Tóquio, marcados para julho. Ele fez as declarações um dia depois da ministra das Olimpíadas do Japão, Seiko Hashimoto, cogitar a possibilidade de remarcar o grande evento para o fim do ano por causa do surto de novo coronavírus.
O Comitê Executivo do COI esteve reunido nesta terça e quarta (3 e 4), em sua sede, em Lausanne, na Suíça. "Eu posso dizer a vocês que, na reunião do Comitê Executivo do COI, as palavras 'cancelamento' e 'adiamento' não foram mencionadas", afirmou o dirigente.
Questionado sobre a confiança que demonstrou na realização das Olimpíadas, marcada para ocorrer de 24 de julho a 9 de agosto, Bach respondeu rapidamente. "Porque nós conversamos com especialistas. Nós somos uma organização esportiva e nós seguimos os conselhos da Organização Mundial da Saúde (OMS)", garantiu.
Com origem na China, o novo coronavírus apresentou seus primeiros casos no fim do ano passado e já infectou cerca de 90 mil pessoas pelo mundo, causando mais de 3.100 mortes. Os maiores surtos, no momento, estão concentrados no Irã e na Itália.
Diversos eventos-teste e classificatórios para as Olimpíadas foram cancelados em meio ao surto do coronavírus nas últimas semanas. Diante disso, o canadense Dick Pound, vice-presidente do COI, sugeriu que os Jogos de Tóquio pudessem ser cancelados se a contaminação pelo vírus seguisse aumentando.