11 de julho de 2026
Política

Ex-presidente afirma que entregou a Cohab em ordem a Gasparini Jr.

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

O ex-presidente da Cohab Braz Melero afirma que a entidade foi entregue em boas condições ao final do governo do então prefeito Nilson Costa, em 2004. Ele ficou na função entre 2 de abril e 6 de outubro de 2004 e foi o penúltimo ocupante do cargo antes de Edison Bastos Gasparini Jr. "Entregamos a Cohab com um número reduzido de funcionários e reduzindo a inadimplência", destaca.

Nos últimos meses de 2004, Rubens de Souza ficou como presidente, cargo que já tinha exercido antes de Melero assumir. Na terça-feira (3), Braz Melero contribuiu com a Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Cohab, em oitiva na Câmara Municipal. Na ocasião, lembrou que uma sindicância na companhia em 2007 mostrou a falta de entrega de dados para o Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Gasparini Jr. demorou para mandar documentos, o que prejudicou a análise de 2004. De 2005 a 2019, Gasparini ficou como presidente, nos governos de Tuga Angerami, Rodrigo Agostinho (PSB), atual deputado federal, e Clodoaldo Gazzetta. Ele só saiu do cargo no final do ano passado, em meio a investigações do Gaeco por irregularidades.

O ex-presidente ainda rebate declarações feitas por Gasparini Jr. de que este teria recebido a Cohab com inadimplência elevada e grande número de funcionários. Braz frisa que o governo de Nilson Costa pegou a Cohab, em 1998, com 354 funcionários, sendo 91 cargos comissionados de livre nomeação. O número caiu para 68 funcionários em 2004, sendo sete cargos de livre nomeação. "Houve uma redução no período, iniciada pelos presidentes anteriores e que demos continuidade. Encerramos o governo com uma Cohab já bem menor", lembra.

Já em relação ao índice de inadimplência, ele comenta que foram realizadas ações para estimular o pagamento dos mutuários. O governo começou com mais de 50% de devedores e houve aumento de arrecadação pois a Cohab foi buscar o mutuário onde ele estava. "Além de Bauru, temos muitos núcleos em outros municípios, formos até os conjuntos construídos pela Cohab conversar com os moradores, oferecendo juros zero para aumentar esta adesão, e conseguimos. Encerramos com cerca de 60% dos mutuários pagando as prestações", afirma.