09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Família acolhedora

Hilário Nunes da Silva
| Tempo de leitura: 1 min

A casa agora está vazia.

Apesar de tudo ainda lembrar sua recente estadia. Mais um bebê foi embora e a gente fica se perguntando: "O que fazer agora?"

Tantos meses de carinho, mas agora o "passarinho" voou para seu verdadeiro ninho. O casal agora choroso devido ao ocorrido se agarra às lembranças, aguerrido.

Mas não nos enganamos, não é fácil segurar a dor da despedida, sem penhorar o coração oprimido.

Mas sabemos, lá no fundo, perante Deus e o mundo fizemos bem a nossa tarefa, cumprimos a meta combinada, amor sempre, mas o fim, neblinado.

Não obstante ouvirmos que já deveríamos estar acostumados com a separação, ou os desacolhimentos, disso sabemos, mas que manda em nosso coração?

E acredito que se um dia isso acontecer, ou seja, não mais sofrer, paro de acolher, pois meu coração endureceu, ao ocaso do entardecer...

Logo, logo vem outro ser, trazendo renovada esperança, nosso amor então crescerá criança. Às vezes adormecido, nunca esquecido.