09 de julho de 2026
Nacional

Lava Jato prende nove no Rio

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Rio de Janeiro - A força-tarefa da Lava Jato no Rio denunciou 15 investigados, inclusive o ex-secretário Nacional de Justiça (Governo Michel Temer) Astério Pereira dos Santos, classificado de "titereiro". A denúncia foi por esquema de propinas a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro para beneficiarem as empresas Denjud e JB Alimentação em contratos com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap). O valor da propina chegava a 15% dos recebíveis pelas empresas, segundo a Procuradoria.

A denúncia diz que o grupo "faz parte da organização criminosa comandada pelo ex-governador Sérgio Cabral" e era liderado pelo ex-secretário da Seap, Astério Pereira dos Santos e por seu sócio, Carlson Ruy Ferreira.

NOVE PRISÕES

Astério foi preso nesta quinta (5) por ordem do juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Criminal Federal do Rio.

Ao todo, Bretas mandou prender seis denunciados preventivamente - incluindo Astério e Carlson - e mais três em regime temporário. 

A PF cumpriu, ainda, mandados de busca e apreensão em pelo menos 31 endereços. E ofereceu denúncia contra 15 pessoas. Todos eles respondem por pertencimento à organização criminosa.

Além da denúncia, das prisões e da busca e apreensão, 'em razão do dano moral causado', o Ministério Público Federal requereu à Justiça Federal que o patrimônio dos representados fosse bloqueado nos valores individualizados, somando o total de mais de R$ 140 milhões (pessoas físicas).

ESQUEMA NA SEAP

O ex-secretário Astério Pereira formava sociedade com Carlson Ruy nas empresas Denjud e JB Alimentação - contratadas pela Seap - e "receberam milhões em contratos pelo fornecimento de alimentação para presídios". "Astério usava a estrutura da Seap, bem como valia-se do poder exercido como secretário para beneficiar a empresa em contratações firmadas com essa secretaria, além de organizar o recolhimento da propina e pagamento para agentes púbicos", sustenta o Ministério Público Federal.

Os advogados das partes não se manifestaram ainda.