10 de julho de 2026
Esportes

Ronaldinho Gaúcho está impedido de deixar Paraguai


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Ronaldinho Gaúcho e Roberto de Assis Moreira ficarão à disposição da Justiça do Paraguai por tempo indeterminado, segundo afirmou nesta quinta-feira (5) o promotor Federico Delfino, responsável pela investigação contra os dois ex-jogadores por porte de documentos falsos.

O astro do futebol e o irmão, que gerencia sua carreira há anos, foram detidos na quarta-feira (4) e passaram a noite sob custódia das autoridades paraguaias após operação policial na suíte presidencial do Hotel Resort Yacht y Golf Club, em Lambaré, cidade vizinha a Assunção. Os brasileiros entraram no país com passaportes autênticos, mas conteúdos falsos. Ronaldinho disse em depoimento que os documentos eram "presentes".

Ambos prestaram depoimento na sede do Ministério Público paraguaio, em Assunção. Em seguida, o ex-jogador foi encaminhado para o Departamento de Crime Organizado do país. "Foi checada a documentação, que chamou a nossa atenção. Para ter a nacionalidade paraguaia, ser paraguaio naturalizado, tem de estar vivendo há algum tempo no país e ter um trabalho fixo, essas coisas. Ronaldinho é uma pessoa de fama mundial... Já verificamos que os números de passaporte pertencem a outras pessoas. São passaportes originais, mas com dados apócrifos. Esses passaportes foram tirados em janeiro deste ano", informou o promotor Federico Delfino.

Ronaldinho afirmou, em depoimento, segundo o promotor, que identidades e passaportes foram presentes de uma pessoa que o convidou para visitar o Paraguai, sem revelar seu nome. Na noite de quarta, o também brasileiro Wilmondes Sousa foi detido no mesmo hotel.

OUTRO LADO

O advogado de Ronaldinho, em Assunção, Adolfo Marín, disse que seu cliente está sendo extorquido e que "não entende o que aconteceu". Alegou ainda que Ronaldinho e seu irmão não estão impedidos de deixar o Paraguai, mas que o jogador decidiu se submeter ao Ministério Público e não retornará ao Brasil até que o caso seja resolvido. "Não entendo porque eles usaram esses documentos se podiam entrar no Paraguai com qualquer RG do Brasil. Não entendo de documentos, mas acho que deram a eles por uma cortesia, um presente." O advogado informou ainda que Ronaldinho usaria sua imagem em um cassino da cidade. No ano passado, o ex-jogador foi nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro como embaixador do Turismo.