08 de julho de 2026
Geral

Rua 'afunda' na Independência

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Em uma única quadra, há cinco afundamentos. O sistema de galerias pluviais do quarteirão 1 da rua Riachuelo, na Vila Independência, em Bauru, vem causando problema desde 2017. Sem verba para trocar toda a tubulação daquele ponto, a Secretaria Municipal de Obras costuma executar apenas os reparos paliativos. A previsão é de que a pasta o faça, mais uma vez, ainda neste mês.

A dona de casa Isabela Pio, de 33 anos, mora a poucos metros da via, na quadra 2 da rua Itororó. "Na quarta-feira retrasada (26), um motorista passou por cima de um dos dois buracos que abriram na minha rua. Um vizinho disse a ele que a Riachuelo estava bem pior. No dia seguinte, passei pelo local e a situação me deixou assustada", revela.

Uma segunda moradora confirmou que o problema acontece há, pelo menos, três anos. Atualmente, o trânsito do local está parcialmente impedido. Só os veículos daqueles que vivem por lá podem passar.

Na edição desta última quinta-feira (5), o Jornal da Cidade mostrou diversos outros pontos que sofrem com a falta de manutenção. O problema se multiplicou pelas ruas de vários bairros da cidade por conta da força das enchentes associada à inércia que se impõe durante o período chuvoso. O município, por sua vez, ainda corre atrás do prejuízo.

Titular da Secretaria Municipal de Obras, Sidnei Rodrigues afirma que a tubulação de água pluvial do endereço é antiga. "Pelos padrões atuais, o equipamento precisa abrigar uma espécie de bolsa, que favorece o encaixe quando a pressão d'água aumenta. Aquele sistema não possui tal item", explica.

De acordo com o secretário, a tubulação também é incompatível com a quantidade de água que passa rumo ao Córrego da Ressaca, causando o seu deslocamento. "Quando o fenômeno ocorre, a terra entra pelo sistema e o asfalto cede", complementa.

CONSERTO PONTUAL

Ainda segundo Rodrigues, a pasta costuma trabalhar somente com o conserto pontual da quadra 1 da Riachuelo, devido à falta de verba. "O correto seria trocar toda a tubulação daquele trecho, mas precisaríamos de, pelo menos, R$ 500 mil, dinheiro que não temos", constata.

O secretário afirma que, anualmente, a obra entra para o cronograma da pasta. No entanto, a ausência de recursos não permite que ela saia do papel. Para este ano, o município também não possui orçamento.