09 de julho de 2026
Articulistas

A dança das cadeiras

Maria América Ferreira
| Tempo de leitura: 2 min

Todas as pessoas já participaram, ao menos uma vez na vida, da famosa brincadeira da dança das cadeiras. Aquela em que a cada rodada alguém fica sem a cadeira, é eliminada do jogo, até que reste apenas uma cadeira, uma pessoa, portanto, um vencedor. No caso da política também ocorre a dança das cadeiras, porém, de maneira um pouco diferente.

A chamada corrida eleitoral não retira cadeiras, mas elimina jogadores. Uma cadeira para prefeito será disputada por muitos candidatos e durante a eliminação vai ficar apenas um para ocupá-la. Quanto aos vereadores, em Bauru, são 17 cadeiras para uma infinidade de pessoas que as desejam ferrenhamente, mas não terão votos e serão eliminados, até que fiquem 17 pessoas para as 17 cadeiras. Brincadeiras à parte, o assunto é sério e deve ser tratado como tal.

Afinal, está em jogo não só cadeiras, mas o futuro da cidade. E é aí que mora o perigo. Se os eleitores não souberem escolher as pessoas que consideram mais preparadas para ocupar cada cadeira disponível, serão mais quatro anos de lamentos. Sim, porque as promessas são infinitas durante a campanha eleitoral. Depois de eleitos nada de cumprir o que foi prometido. O que um candidato deve ser para trabalhar por quem o escolheu? Em primeiríssimo lugar, deve ser honesto e ter caráter. Deve ser alfabetizado a ponto de saber interpretar as leis, fiscalizá-las (no caso do Legislativo) e não se deixar levar pelos outros, lembrando sempre que tem responsabilidade com toda a população, independentemente de quem votou nele. Já, o prefeito, deve ter em mente apenas que está contratado para administrar a cidade e, portanto, não pode fazer o que bem entende.

O que um candidato não deve ser para ser eleito? Em primeiro lugar ele não deve prometer o que não vai cumprir. Para isso, tem que saber quais são suas funções e de que forma pode atuar. Depois, basta provar que é honesto. Finalmente, para nós, eleitores, fica a responsabilidade de escolher bem um candidato, seja para vereador ou prefeito. Cabe a cada um, também, ser honesto e não aceitar pequenos favores ou benefícios que vão custar caro no futuro. O eleitor também tem o direito não votar em ninguém, por mais que outras pessoas tentem mudar essa posição. A presença na eleição é obrigatória, mas o voto é individual e secreto.

Se o governante foi eleito com a maioria dos votos, quem não votou tem que respeitar e quem 'perdeu' o voto também.