Brasília - O presidente Jair Bolsonaro fez um pronunciamento na noite desta sexta-feira (6) para tranquilizar a população a respeito da chegada do novo coronavírus no país e convocar a população, em especial os profissionais de saúde, para um trabalho conjunto com o governo para superar a situação.
O primeiro caso foi confirmado pelo Ministério da Saúde no sábado (29) e segundo último boletim publicado nesta sexta-feira o país conta com 13 pacientes infectados pelo vírus e 768 casos suspeitos.
O Brasil foi o primeiro país da América do Sul a lidar com a enfermidade e, de acordo com o presidente, reforçou o sistema de vigilância em portos, aeroportos e unidades de saúde. Bolsonaro destacou que o governo também vem transmitindo informações diárias e transparentes a estados e municípios.
"Determinei ações que ampliam o funcionamento dos postos de saúde, bem como reforço aos nossos hospitais e laboratórios. O momento é de união. Ainda que o problema possa se agravar, não há motivo para pânico. Seguir rigorosamente as recomendações dos especialistas é a melhor medida de prevenção", disse o presidente.
DINHEIRO
O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que a pasta deve necessitar de novos recursos para enfrentar a epidemia do novo coronavírus, mas voltou a dizer que ainda não há como precisar o montante extra que poderá que poderá ser requisitado.
"Não tenho números (sobre recurso extra), isso parte de cenários, este ano o orçamento tem características diferentes de anos anteriores", disse o ministro, lembrando que já teve conversas com o Congresso Nacional sobre o assunto.
O ministro ponderou que ainda tem condições de enfrentar a situação atual com os próprios recursos da pasta. "No meu próprio orçamento já temos remanejado", disse.