Bariri - A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte de um homem de 51 anos, que foi encaminhado em estado grave para a Santa Casa de Bariri no dia 23 de fevereiro, após ser expulso por seguranças de um baile de Carnaval no Umuarama Clube. A vítima, o advogado Luís Henrique Marques, morreu no dia 3 de março, depois de ficar 9 dias internado em estado grave na UTI da Santa Casa de Jaú.
O caso ganhou novos contornos nesta sexta-feira (6), com a divulgação de imagens de uma câmera de monitoramento posicionada em direção ao portão dos fundos do clube, por onde Marques saiu junto com cinco funcionários de uma empresa de segurança privada contratada para o evento. No vídeo, cedido pela Rádio Bariri Clube ao JC, um dos homens agride o advogado pelas costas.
A vítima revida e começa a receber socos e chutes de três seguranças, enquanto os outros dois observam a ação. Depois de 15 segundos sendo agredido, o advogado cai de costas, bate a cabeça no asfalto e fica desacordado.
A Polícia Civil já havia instaurado inquérito para apurar o caso antes da revelação das imagens e da morte de Marques. As investigações partiram de um boletim de ocorrência registrado por um amigo da vítima, que é médico e denunciou que as lesões haviam sido causadas por agressão.
CONTRATAÇÃO SUSPENSA
Os seguranças envolvidos na abordagem foram identificados e afirmaram à Polícia Civil de Jaú que Marques tinha ingerido bebida alcoólica e ameaçado a ex-mulher, que também estava no baile de Carnaval. Disseram, ainda, que, ao ser retirado do local, o homem teria tentado agredi-los, quando se desequilibrou e caiu.
O JC tentou contatar Durval Izar Neto, delegado de Bariri, e Euclides Salviato, delegado seccional de Jaú, mas eles não atenderam as ligações. À Rádio Bariri Clube, Izar Neto informou que não iria se manifestar nesta sexta-feira, mas antecipou que as imagens já foram anexadas ao inquérito. Ele aguardava o resultado do laudo necroscópico e, certamente, deverá chamar os seguranças que aparecem no vídeo para novo depoimento.
Advogado do Umuarama Clube, Evandro Demetrio informou que, após a divulgação das imagens, a contratação da empresa de segurança privada que prestava serviços para o clube foi imediatamente suspensa para eventos futuros. "Já tínhamos entregado à polícia as gravações de dentro do clube, que não revelaram qualquer agressão. Só agora tivemos conhecimento sobre a conduta violenta dos seguranças", afirma. Ele acredita que o clube não será alvo de ação judicial em âmbito criminal, mas que a família da vítima poderá requerer pagamento de indenização.