Por mais que se fale muito sobre a menopausa - período que começa após a última menstruação da mulher e pode ocorrer por volta dos 50 anos de idade -, ainda existem dúvidas sobre os efeitos que essas mudanças hormonais causam no corpo e o que fazer para amenizá-los.
O chamado climatério não se anuncia de imediato e é possível que seja percebido aos poucos, a partir de irregularidades no ciclo menstrual, alterações na libido e no humor, e com a chegada das famosas ondas de calor. Por isso, o diagnóstico só é definitivo depois que a mulher passa um ano sem menstruar.
Conforme a concentração de hormônios sexuais femininos diminui no corpo da mulher, mais mudanças acontecem, entre elas a perda de massa óssea. Ou seja, a produção de estrogênio desacelera e prejudica a estabilidade do esqueleto, o que pode afetar a curvatura da coluna e aumentar o risco de fraturas, o que caracteriza a osteoporose.
Dessa forma, o cálcio se confirma como um dos nutrientes mais importantes do organismo. Ele está ligado à saúde de dentes e ossos, além de contribuir para fortalecimento muscular, manutenção da pressão arterial e funcionamento adequado das células do corpo.
Então, quanto mais cálcio melhor? Não é bem assim. E isso explica por que nem toda mulher na pós-menopausa precisa investir na suplementação do mineral.
Para isso, o médico deve avaliar, inicialmente, a qualidade óssea da paciente, os fatores de risco que levem à perda de cálcio pelo osso e se a alimentação provém a quantidade diária ideal do nutriente, que, acima de 51 anos, é por volta de 1.200 mg/dia - um pouco menos para mulheres que realizam terapia hormonal. Se houver necessidade de iniciar a reposição, a principal fonte de cálcio deve ser a alimentação.
Nesse caso, um nutricionista pode indicar os melhores alimentos, a quantidade de porções e o que seria excesso.