11 de julho de 2026
Economia & Negócios

IPC-S da 1ª quadrissemana de março repete taxa de -0,01% de fevereiro, diz FGV


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O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da primeira quadrissemana de março repetiu a taxa do fechamento de fevereiro e recuou 0,01%, informou nesta segunda-feira, 9, a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Nesta divulgação, quatro das oito classes de despesa tiveram aceleração nas suas taxas de variação e outras quatro, decréscimo.

Tiveram alta nas taxas de variação: Alimentação (0,35% para 0,61%), puxada pela desaceleração da devolução das carnes bovinas (-3,18% para -1,76%); Habitação (-0,38% para -0,28%), com a tarifa de eletricidade residencial (-2,53% para -2,08%); Despesas Diversas (0,16% para 0,17%), devido aos alimentos para animais domésticos (-2,39% para -2,05%); e Comunicação (0,06% para 0,07%), devido à tarifa de telefone residencial (0,80% para 0,89%).

Na outra ponta, registraram decréscimo nas taxas: Educação, Leitura e Recreação (-0,53% para -1,05%), por causa de passagem aérea (-6,94% para -11,76%); Saúde e Cuidados Pessoais (0,31% para 0,22%), com artigos de higiene e cuidado pessoal (0,24% para -0,08%); Vestuário (0,27% para 0,12%), puxado pelo comportamento de roupas (0,36% para 0,09%); e Transportes (-0 04% para -0,06%), com os transportes por aplicativo (0,26% para -0,15%).

Influências individuais

Nesta divulgação, pressionaram o índice para baixo gasolina (-1 47% para -1,41%), alcatra (-7,54% para -5,81%) e contrafilé (-6 36% para -3,71%), além da passagem aérea e tarifa de eletricidade residencial.

Por outro lado, ajudaram a conter a queda do IPC-S o licenciamento e IPVA (estável em 1,40%), plano e seguro de saúde (0,60% para 0,59%), tomate (15,44% para 6,71%), aluguel residencial (0,48% para 0,46%) e refeições em bares e restaurantes (0,32% para 0,50%).

IGP-DI sobe 0,01% em fevereiro, ante 0,09% em janeiro, revela FGV

O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou ligeira alta de 0,01% em fevereiro, após um avanço de 0,09% em janeiro, divulgou nesta segunda-feira, 9, a Fundação Getulio Vargas (FGV).

O resultado do indicador ficou dentro do intervalo das previsões do mercado financeiro, que estimava desde uma queda de 0,17% a uma alta de 0,06%, com mediana negativa de 0,08%, de acordo com as instituições ouvidas pelo Projeções Broadcast. Com o resultado, o IGP-DI acumulou uma elevação de 0,11% no ano. Em 12 meses, a taxa ficou em 6,40%.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-DI. O IPA-DI, que representa o atacado, teve redução de 0,03% em fevereiro, ante uma queda de 0,13% em janeiro. O IPC-DI, que apura a evolução de preços no varejo, recuou 0,01% em fevereiro, após ter aumentado 0,59% em janeiro. Já o INCC-DI, que mensura o impacto de preços na construção, teve elevação de 0,33% em fevereiro, depois da alta de 0,38% em janeiro.

O núcleo do IPC-DI de fevereiro subiu 0,31%, após a elevação de 0,34% registrada em janeiro. O núcleo do índice é usado para mensurar tendências e calculado a partir da exclusão das principais quedas e das mais expressivas altas de preços no varejo. De acordo com a FGV, o núcleo acumulou uma elevação de 0 65% no ano e alta de 3,23% em 12 meses.

O período de coleta de preços para o índice de fevereiro foi do dia 1º ao dia 29 do mês.