10 de julho de 2026
Política

Câmara critica estrutura de escolas

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

A situação precária encontrada em vários prédios de escolas municipais foi bastante criticada na sessão ordinária da Câmara Municipal, nesta segunda-feira (9). Ainda no início dos trabalhos, foi lida uma carta da secretária municipal de Educação, Isabel Miziara, rebatendo fala do vereador Ricardo Cabelo (Cidadania), da semana passada, a respeito de problemas na Emei Vera Lúcia Cury Savi, no Núcleo Nova Esperança.

O assunto dominou a tribuna. Cabelo afirmou que o período de quatro anos para conseguir reformar uma escola é inadmissível. Além dele, Manoel Losila (PDT) lembrou que a Emei Apparecida Pezzato, na Vila Giunta, também aguarda por obras há três anos. Telma Gobbi (SD) destacou que se a prefeitura precisa mandar documento para a Casa de Leis falando sobre algum problema, é porque nada foi feito de maneira efetiva ainda.

No caso da unidade escolar do Nova Esperança, o vereador Sandro Bussola (PDT) frisou que o problema começou com a infestação de pombos, interditando uma sala. Os alunos foram transferidos para um centro comunitário, e agora o prédio terá que ser demolido. "Como pode uma situação começar de maneira simples chegar ao patamar de precisar demolir o prédio", falou o parlamentar.

A vereadora Chiara Ranieri (DEM) comentou que, no final do ano passado, a Secretaria de Educação tinha uma sobra de R$ 17 milhões, e pretendia até mesmo comprar um imóvel novo para a sede da pasta. "O problema não é dinheiro. Verba tem, precisa priorizar na construção de novas escolas onde faltam vagas, ou ao menos comprar prédios para esta finalidade", afirmou.

REFORMAS

Ao JC, a secretária Isabel Miziara afirmou que o antigo prédio da Emei Vera Lúcia Cury Savi, no Nova Esperança, será demolido. "O problema neste caso é estrutural, foi uma situação com apontamento técnico. Vamos fazer a ampliação da escola, mas vai precisar demolir", confirmou. Por enquanto, os alunos estão na Emei Floripes Silveira de Souza. "Após a conclusão da reforma, aumentaremos o número de vagas e haverá atendimento em tempo integral, com o Vera Lúcia Cury Savi passando a ser uma Emeii, que é uma demanda naquela região de Bauru atualmente", lembrou.

Ainda no Nova Esperança, há projeto de construção de uma nova escola de educação infantil, mas faltam terrenos com o espaço necessário para abrigar uma unidade. "Estamos buscando um lote com a metragem compatível, porém temos dificuldade", afirmou. Outras escolas serão reformadas ou ampliadas, casos da Emef Santa Maria, na Vila Cardia - obra em andamento, com previsão de entrega em 2021; a quadra de esportes da Emef Geraldo Arone, no Núcleo Fortunato Rocha Lima; a laje da Emei Isaac Portal Roldan, no Núcleo Octávio Rasi; e reformas maiores na Emef Dirce Boemer Guedes de Azevedo, no Parque Bauru; na Emei Edna Faina, no Parque Vista Alegre; e na Emei Waldomiro Fanitini, na Vila Dutra. O custo total das obras é de R$ 10,2 milhões, e as empresas já foram contratadas.

Já em algumas escolas, ainda faltam os projetos complementares para que a prefeitura contrate a empresa que fará a reforma, casos da Emef José Romão, no Núcleo Nova Bauru; Emeii Ainda Tibiriçá Borro, na Vila Antártica; e Emei Apparecida Pezzato, na Vila Giunta. "Os projetos devem estar prontos até maio", estima Isabel Miziara. Por fim, estão em obras quatro novas escolas de educação infantil, no Fortunato Rocha Lima, Parque Bauru, Mary Dota e Jardim Ivone, todas com previsão de entrega neste ano.