O juiz Gustavo Amarilla negou nesta terça-feira (10) pedido de transferência de Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis, para prisão domiciliar em Assunção, no Paraguai. Ambos estão detidos desde sexta-feira (6) em um presídio de segurança máxima na capital do país.
A primeira solicitação dos advogados dos brasileiros foi de que ambos fossem liberados. Sem sucesso, foi pedida, então, a prisão domiciliar. O juiz e o Ministério Público, no entanto, se opuseram à oferta dos advogados.
Chegou a ser dado como garantia o imóvel que serviria como prisão domiciliar, no valor de US$ 770 mil (cerca de R$ 4 milhões). Mas o juiz entendeu que se ambos saíssem da cadeia poderiam prejudicar as investigações de uso de passaporte falso e outros crimes. "É uma responsabilidade minha e do poder publico que a investigação não seja obstruída e que ambos não fujam do país", alegou Amarilla.
Como parte da investigação sobre a produção e uso de documentos falsos, já foi dada ordem de prisão a outras quatro pessoas. O Ministério Público aponta Dalia López, empresária responsável por organizar a viagem de Ronaldinho Gaúcho e do irmão ao Paraguai, como suposta integrante de uma organização criminosa estruturada de maneira a facilitar o desenvolvimento e o uso de documentos de identidade e passaportes de conteúdo falso. Ela está foragida.
O esquema contaria com a participação de funcionários estatais e privados e o objetivo seria realizar negócios ilegais e obter benefícios patrimoniais. Após ter o pedido de transferência para prisão domiciliar negado nesta terça-feira, os advogados de Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis, trabalham agora para recorrer à Segunda Instância. O recurso deve ser apresentado já nesta quarta-feira. A defesa do ex-jogador considera a prisão "ilícita, ilegal e abusiva".