09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Bolsa tem recuperação e sobe 7%

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - A Bolsa de Valores brasileira teve um pregão de recuperação nesta terça-feira (10), após tombar 12,17% na véspera, a pior queda desde 1998. Nesta sessão, o Ibovespa subiu 7,14%, a 92.214 pontos, na maior alta diária desde janeiro de 2009. A alta foi liderada por Petrobras e Vale.

O real também voltou a ganhar força. A cotação do dólar comercial caiu 1,69%, a R$ 4,6470. O turismo caiu para R$ 4,8980 na venda. Nesta sessão, o Banco Central vendeu US$ 2 bilhões à vista para dar liquidez ao mercado e reduzir a alta da moeda. No ano, o dólar acumula alta de 15,7% ante o real.

Investidores aproveitaram as fortes quedas para ajustar as carteiras, otimistas com estímulos econômicos nos Estados Unidos. O presidente Donald Trump afirmou na véspera que trabalha com a possibilidade de cortar impostos sobre os salários para apoiar a economia no combate ao surto de coronavírus.

REUNIÃO

Na tarde desta terça, Trump se reuniu com senadores republicanos para discutir a medida. Segundo agências de notícias, o presidente norte-americano considera duas opções: reduzir os impostos até novembro, época das eleições presidenciais, ou fazer um corte permanente nas taxas.

Um corte nos impostos sobre a folha de pagamento pode incentivar os gastos dos consumidores e auxiliar as famílias que, de outra forma, poderiam ter dificuldades em quitar, pontualmente, pagamentos de aluguel e hipotecas ou pagar contas médicas caso o horário de trabalho dos membros da família sejam reduzidos durante o surto do coronavírus.

Com a iniciativa de Trump, as Bolsas americanas tiveram fortes altas. Dow Jones, S&P 500, e Nasdaq subiram 4,89%, 4,94% e 4,95% cada uma, respectivamente.

EUROPA EM BAIXA

O contrário aconteceu na Europa. Segundo a Reuters, a chanceler alemã, Angela Merkel, não acredita que seu país precise de plano de estímulo econômico no momento para conter os efeitos econômicos do coronavírus, e sim, injeção de liquidez. Ainda segundo a agência de notícias, Merkel afirmou que todos os eventos e atividades que não são essenciais na Alemanha deveriam ser cancelados para conter a doença.

Após a divulgação do parecer da líder da maior economia da Europa, índices acionários inverteram o movimento de recuperação e fecharam em queda.