09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Nova quebra na Bolsa brasileira

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - Com a declaração da OMS (Organização Mundial de Saúde) de pandemia do coronavírus nesta quarta-feira (11), a Bolsa de Valores brasileira despencou pela segunda vez na semana. Depois de cair 12% na segunda (9) e subir 7% na terça (10), o Ibovespa recuou 7,64%, a 85.171 mil pontos, acionando o circuit breaker, quando caiu 10,11% durante o pregão.

Este é o segundo circuit breaker da semana. O primeiro aconteceu na segunda, quando Bolsas globais tiveram o pior pregão desde a crise financeira de 2008. O mecanismo é uma pausa temporária nas negociações de ativos, derivativos e títulos de renda fixa privada acionada em quedas superiores a 10% do Ibovespa. Neste caso, o pregão é interrompido por 30 minutos.

Desde a piora dos mercados financeiros com o avanço do coronavírus na China, a Bolsa de Valores brasileira perdeu quase R$ 900 bilhões em valor de mercado. As fortes quedas, que tiveram início na quarta-feira de Cinzas (26), derrubaram o Ibovespa em 25,8% nas duas últimas semanas.

VALOR EXPRESSIVO

A perda de valor corresponde a cerca de 12% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2019, que somou R$ 7,257 trilhões.

Nesta sessão, a Bolsa abriu em queda sob a notícia de novos casos do coronavírus no Brasil. A desvalorização foi acentuada no início da arde pela declaração da OMS (Organização Mundial da Saúde) de que há uma pandemia do covid-19 em curso no mundo.

Com a notícia, o Ibovespa acelerou perdas e, por volta das 15h15, caiu 10,11%, acionando o circuit breaker. Na retomada das negociações, o índice chegou a cair 12,4%.

ESTADOS UNIDOS

A queda foi amenizada pela declaração do presidente americano, Donald Trump, de que está preparado para usar todo o poder do governo contra o coronavírus.

Nos Estados Unidos, Dow Jones caiu 5,86% e entrou em território baixista, quando cai 20% abaixo do seu recorde recente. S&P 500 caiu 4,89% e Nasdaq, 4,70%.

"Esperávamos um forte queda da Bolsa hoje [quarta], o cenário está muito negativo. Pessoas começaram a sentir que o coronavírus vai atingir o Brasil, a nossa indústria. Não vamos ver mudança de tendência nos próximos dias. O medo, nesse momento, fala mais alto", afirma Henrique Esteter, analista da Guide Investimentos.