09 de julho de 2026
Política

Presidente diz que não contraiu doença

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Brasília - O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não contraiu o coronavírus, segundo ele mesmo informou em publicação em suas redes sociais nesta sexta-feira (13).

Bolsonaro fez o teste um dia antes, após a informação de que o chefe de Comunicação Social da Presidência da República, Fabio Wajngarten, 44, havia contraído a doença. Ambos viajaram juntos para os EUA de sábado (7) a terça-feira (10) e estiveram reunidos com o presidente americano, Donald Trump.

Desde a notícia sobre Wanjgarten, Bolsonaro passou a adotar procedimentos de segurança que irão alterar a agenda do governo. Ele passou a quinta-feira no Palácio da Alvorada, residência oficial, onde foi monitorado pela equipe médica da Presidência.

Na terça (10), na viagem oficial aos EUA, Bolsonaro havia chamado os impactos do coronavírus de "mais fantasia". O exame para coronavírus foi realizado por outros integrantes da comitiva presidencial que viajou aos EUA, como os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Fernando Azevedo (Defesa), Bento Albuquerque (Minas e Energia) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).

Segundo o deputado e ex-ministro Osmar Terra (MDB-RS), todos os demais membros da comitiva também testaram negativo.

Ministros que estão no exterior devem cumprir um período de quarentena preventiva depois de retornarem de suas agendas. É o caso dos ministros Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) e Ricardo Salles (Meio Ambiente), que estão em Portugal e nos Estados Unidos, respectivamente.

NOVO TESTE

Como o presidente esteve em contato com o secretário da Comunicação Social (já em isolamento) o protocolo prevê sete dias para novo exame, que pode ser adiantado se surgirem sintomas. Enquanto isso ele segue a recomendação de não ter conato direto com turistas, por exempçlo que ficam à esepra dele na porta do Palácio.

ROTINA ALTERADA

Com o risco de contágio, a rotina administrativa do Palácio do Planalto será alterada. Além da maior restrição ao acesso de pessoas, os eventos e as solenidades devem ser suspensos e o cumprimento diário do presidente na entrada do Palácio da Alvorada deve ser modificado.

Bolsonaro foi advertido pela equipe médica a evitar interação diária com apoiadores na entrada da residência oficial. Desde meados do ano passado, ele costuma descer do comboio presidencial para saudar seus simpatizantes, momentos em que aperta mãos e tira fotos.

A orientação é para que, nas próximas semanas, Bolsonaro se limite a acenar e a conversar com o público a uma distância segura. Assessores relataram à reportagem que o presidente foi orientado a tomar outras medidas de precaução. Ele foi aconselhado a evitar aglomeração até pelo menos o mês de maio.