11 de julho de 2026
Geral

Familiares de morta em colisão fazem protesto em Bauru

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Familiares e amigos Letícia Stefany Tamara Amancio Santos fizeram um protesto na manhã deste sábado (14), no Parque Paulista, para pedir por justiça após a morte da jovem. Letícia, de 19 anos, morreu no último dia 7, após a moto em que ela seguia como garupa se envolver em uma colisão com um caminhão.

A protesto foi realizado no ponto exato do acidente, no cruzamento entre as ruas Luís de Oliveira Lima e Tenente João Firmino Alves. "Nosso pedido é por justiça e para que as pessoas respeitem mais a sinalização de trânsito, para que nenhuma mãe mais sofra o que eu estou sofrendo. Era para minha filha estar viva do meu lado", lamenta a mãe da vítima, Marisa Amancio, 40 anos.

Vestidos com camisetas estampadas com o rosto de Letícia e empunhando cartazes, os manifestantes também deixaram mensagens no asfalto, escritas com giz, no local onde a jovem morreu. Os parentes afirmam que acidentes naquele cruzamento são frequentes e, embora haja sinalização de parada obrigatória na rua Luís de Oliveira Lima, pedem para que a Emdurb reavalie a segurança de tráfego no trecho.

Conforme o JC divulgou, Letícia estava na garupa de uma Honda CB300 conduzida por seu marido, um estudante de 24 anos. Em boletim de ocorrência, ele relatou ter acreditado que o caminhão iria parar, mas, ao perceber o contrário, não teve tempo hábil de frear.

SONHOS

Com o impacto, ele conseguiu saltar da moto, mas sua companheira acabou arremessada contra o caminhão e caiu sob as rodas do veículo. Quando o Corpo de Bombeiros chegou ao local, encontrou a vítima com sinais vitais e chegou a realizar procedimentos de urgência, mas ela não resistiu.

A jovem era moradora do Jardim Country Club, trabalhava em uma cooperativa de materiais recicláveis e completaria 20 anos no dia 30 de março. "Já tínhamos alugado uma chácara e ela já tinha comprado a roupa para comemorar o aniversário. Estava super feliz. Ela tinha a vida inteira pela frente", observa Marisa.

Segundo ela, eram sonhos da filha obter a carteira de motorista, cursar uma faculdade e se tornar mãe. "Não só a vida dela, mas uma família inteira foi destruída. Vou carregar esta dor para sempre comigo", desabafa.