Brasília - Com o dólar se acomodando a R$ 5,00 e a retomada pontual dos ativos de risco no Exterior, o Ibovespa teve recuperação parcial, com ganho de 4,85%, aos 74.617,24 pontos, no fechamento desta terça-feira (17), após perda de 13,92% ontem - e avanço de 13,91% na sexta-feira.
O giro financeiro totalizou R$ 35,9 bilhões na sessão, com o principal índice da B3 tendo oscilado hoje entre mínima de 70.782,50, em baixa de 0,55% na ocasião, e máxima de 77.254,59 pontos, em alta de 8,55% no pico do dia. Na semana, o Ibovespa cede agora 9,75%, enquanto no mês perde 28,37% e, no ano, cai 35,48%.
O relativo bom humor observado na sessão, aqui e no Exterior, decorreu em parte de medidas anunciadas por EUA, Reino Unido e Espanha para prover liquidez e sustentar a economia na difícil travessia do coronavírus, que já coloca em jogo a sobrevivência de setores mais diretamente atingidos pela crise de saúde pública global, como o aéreo. O secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, disse que a proposta é de injetar US$ 1 trilhão para dar sustentação à economia.
No Brasil, os investidores absorveram também o pacote de quase R$ 150 bilhões anunciado ontem à noite pelo Ministério da Economia, bem-recebido, embora muito baseado no diferimento de impostos e encargos em momento no qual a margem para estímulos fiscais é restrita.
DÓLAR
Medidas emergenciais de governos em várias partes do mundo para tentar conter os efeitos do coronavírus na atividade econômica conseguiram melhorar o humor dos investidores e o mercado de câmbio aqui acompanhou este movimento. Após quatro altas seguidas, o dólar fechou em baixa nesta terça, mas ainda se manteve no nível R$ 5,00 pelo segundo dia seguido. O Banco Central voltou a atuar no mercado e ofereceu US$ 2 bilhões em leilões de linha (venda de dólar à vista com compromisso de recompra), o que também ajudou a retirar pressão no câmbio. O dólar à vista encerrou o dia em baixa de 0,86%, cotado em R$ 5,0087.