11 de julho de 2026
Geral

Família 'batalha' por bolsa de colostomia

Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 1 min

Em meio às preocupações com o coronavírus, a mãe de Heitor Cardoso Andalafth Egydio, um garotinho de 2 anos com hidrocefalia, saiu de casa em vão para buscar as bolsas de colostomia do filho, uma vez que o produto, entregue pelo município e fornecido pelo Estado, estava em falta.

"Pegamos 10 unidades da bolsa todos os meses desde abril de 2018. Todas as vezes têm algum problema. Eles entregam do dia 10 ao dia 17 e, passando disso, não entregam mais. Tive que dar um jeito para sair de casa, com receio por conta do coronavírus, e perdi a viagem. Falaram que estava em falta e sem previsão", afirma Erica Albina, 39 anos, mãe de Heitor.

Ela ainda ressalta que precisa de doações, pois as bolsas recebidas não são suficientes. "Mês passado, tive que comprar. Tem que ser do tamanho certo para ele e custa R$ 659,00 o pacote com 10 unidades. A gente precisa de ajuda, é complicado".

Conforme o JC divulgou, o garoto não fala, não anda, não fecha os olhos e não consegue apoiar a própria cabeça, que possui, atualmente, uma circunferência de 63 centímetros. Auxiliar de produção, Erica largou o emprego para conseguir dar conta dos cuidados com Heitor.

CHEGOU

Procurada, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o reabastecimento do item é de responsabilidade do Departamento Regional de Saúde (DRS), mantido pelo Estado. Mesmo assim, a pasta afirmou que, enquanto a situação não era solucionada, tentava conseguir o material para a criança. O Estado, por sua vez, informou, em nota, na tarde desta terça-feira (17) que o item está à disposição para a retirada no DRS de Bauru.