07 de julho de 2026
Esportes

Sem campeão


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A Superliga Feminina 2019/20 está encerrada. A decisão foi tomada pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), em videoconferência com as oito equipes que disputariam a fase final da competição.

O Sesi Vôlei Bauru era um dos times classificado para as quartas de final, e votou, junto com o Minas, para que se esperasse mais para uma definição. Já o Praia Clube, Rio de Janeiro, Osasco, São Paulo, Fluminense, Curitiba e a Comissão de Atletas votaram pelo fim da temporada. O torneio foi paralisado no último fim de semana (14 e 15), antes do início do mata-mata, em razão da pandemia do novo coronavírus.

A decisão da maioria dos clubes se baseia principalmente no fato de que boa parte dos contratos das atletas vale por apenas uma temporada nacional (de agosto até abril). Assim, sem uma perspectiva de retorno do esporte no país tão cedo, eles não teriam como manter o vínculo com as jogadoras e continuar pagando seus salários.

Apesar do Sesi Bauru ter se posicionado contra o encerramento neste momento, o presidente da equipe, Reinaldo Mandaliti, em contato com o JC, disse que era previsível este desfecho da competição. "Para nós, está ótimo, excelente. É a medida que deveria ter sido tomada. Queríamos isso realmente. Foi decretado com mais de uma semana de espera, mas sabíamos que o campeonato não ia acontecer", declarou.

Outra decisão é que não será declarado campeão - o Praia Clube tinha terminado a primeira fase, que ocorre em turno e returno, com a melhor campanha e na liderança. As quartas de final deveriam ter começado no último fim de semana. O Sesi Bauru tinha jogo marcado contra o Osasco, em Bauru, mas em comum acordo os dos times decidiram não disputar a partida, que já seria com portões fechados.

A tendência é que, diante dessa situação, o Bauru libere elenco e comissão técnica e, posteriormente, discuta renovações e contratações para a temporada que vem.

BOA CAUSA

Em vídeo divulgado pela assessoria de imprensa do Sesi Bauru, a levantadora e capitã Dani Lins afirma que as jogadoras estão decepcionadas com o encerramento prematuro da competição, mas que o motivo é justo. "A gente treina tanto, desde o começo da temporada, faz pré-temporada para chegar nesta fase boa, que são os playoffs, almejando estar em uma final, ser campeã da Superliga. Fico muito triste, mas é por uma boa causa. A gente vê este vírus, como está chegando e como é devastador. Acabar a Superliga neste ano é por um bem, por uma boa causa. Se tudo isso está acontecendo é para a gente ficar em casa e se cuidar. Não vamos brincar com isso", recomendou.

ESTRANGEIRAS E RANKING

Ainda ficou definido na videoconferência que, a partir da próxima temporada, o ranking de atletas não existirá mais. O Sesi Bauru votou a favor do fim do ranking. Outra decisão é pelo aumento do número de atletas estrangeiras por equipe. Até esta temporada, eram permitidas duas atletas estrangeiras por clube, e por 6 votos a 5. Bauru foi a favor do aumento para três.