10 de julho de 2026
Internacional

Médico contaminado amplia a lista de problemas na Itália

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Milão - Os profissionais de saúde representam quase 10% de todos os contaminados pelo novo coronavírus na Itália. No domingo (22), o número de médicos e enfermeiros com a doença somava 4.824, um aumento de 32% desde sexta-feira (20).

Nas últimas semanas, tem crescido também a quantidade de vítimas: ao menos 22 médicos já morreram pela infecção. São clínicos gerais, pneumologistas, epidemiologistas e anestesistas que foram expostos ao vírus sem proteção, seja porque a circulação interna não havia sido detectada nas primeiras semanas de fevereiro, seja porque, devido ao grande volume de casos, agora falta material sanitário.

A epidemia na Itália foi identificada em 21 de fevereiro e, desde então, já são quase 60 mil casos e quase 5.476 mortes (até 22/3). A Federação Nacional de Ordens dos Médicos Cirurgiões e Odontologistas.

A entidade, desde o início da emergência, tem sido a principal voz na denúncia das condições de trabalho inapropriadas da classe. O problema já foi reconhecido pelo Instituto Superior de Sanidade (ISS), o principal órgão de controle de saúde pública da Itália. Segundo dados do ISS, o perfil dos contaminados da área da saúde diverge bastante da média da população afetada.

Em geral, a idade média dos casos positivos é de 63 anos (36% têm mais de 70), mas, entre profissionais de saúde, cai para 49 anos. Na divisão entre os sexos, em geral, 59% dos contaminados na Itália são homens, percentual que cai para 36% entre médicos e enfermeiros.