11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Economia traça 'plano de guerra' para minimizar efeitos da pandemia

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

As empresas de Bauru na área de comércio, serviço e indústria estão traçando estratégias para minimizar as perdas econômicas já esperadas diante da epidemia de coronavírus no País. Com a 'paradeira' em boa parte das atividades, os setores buscam se organizar para enfrentar o novo momento. Entidades representativas, inclusive, citam que a situação demanda a delimitação de verdadeiros "planos de guerra".

A indústria, sem dúvidas, é o segmento menos afetado, já que não foi atingida por nenhum decreto governamental para suspensão de atividades. Porém, parte das empresas tem adaptado suas produções para atender a demanda crescente por tipos específicos de suprimentos.

Exemplos são embalagens plásticas para álcool em gel e respiradores hospitalares. "No primeiro caso, é o que estão fazendo muitas empresas do setor plástico. Já fabricantes de automóveis estão contribuindo com a produção de componentes para respiradores. É um esforço de guerra para garantir a produção de materiais de extrema necessidade neste momento", detalha o diretor da regional Bauru do Ciesp, Gino Paulucci Júnior.

Segundo ele, o setor não registra, de modo geral, redução na demanda, justamente por ter a responsabilidade de abastecer supermercados, padarias, açougues e farmácias, entre outros estabelecimentos que seguem com suas atividades em tempo integral. Ainda de acordo com Paulucci Júnior, todas as providências para aumentar a segurança dos trabalhadores neste período foram adotadas.

COMITÊ DE CRISE

Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Bauru, Odair Secco Cristóvam destaca que os empresários do comércio ainda buscam caminhos para contornar os impactos econômicos provocados pelo coronavírus. Com exceção dos serviços considerados essenciais, como é o caso do setor de alimentação, todas as lojas foram fechadas por força de decreto.

"Confesso que ainda estamos meio perdidos. Foi tudo muito em cima da hora. Tem algumas empresas que ainda estão conseguindo fazer vendas online, mas é a minoria. A maioria está parada e deu férias coletivas para os funcionários. A situação é complicada", pontua.

FLEXIBILIZAÇÃO

Presidente da Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Reinaldo Cafeo afirma que o empresário deve priorizar o pagamento de salários, mas estar atento às possíveis flexibilizações que podem ser autorizadas pelo governo. "Se possível, o gestor deve colocar parte da equipe em férias e negociar com o trabalhador o pagamento daquele acréscimo de um terço (exigido por lei)", detalha.

Outra recomendação é "não pensar em pagamento de tributos" e negociar prazos e condições de pagamento com os fornecedores que já entregaram mercadorias. "Além disso, cancelar os pedidos que foram feitos e não foram entregues, se não forem necessários. Para que as empresas não sucumbam, o gestor deve criar um comitê de crise, fazer com que cada centavo a ser gasto tenha um critério e aguardar decisões do poder público no sentido de alívio deste caixa", acrescenta.