10 de julho de 2026
Geral

'Efeito da quarentena': atendimentos caem até 40% e fila por leitos despenca

Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

Com a adesão do isolamento social para o enfrentamento da Covid-19, o atendimento emergencial em Bauru registrou uma queda de até 40% nas unidades de pronto atendimento. Em consequência disso, o município também viu despencar a fila de pacientes que aguardam vagas de internação.

Inclusive, a relação desses pacientes, que habitualmente se mantém acima de 20 nomes, apresentava apenas quatro na tarde desta segunda-feira (30). Também as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e o PS Central têm estado pouco movimentados na cidade.

De acordo com o diretor do Departamento de Urgência e Emergência, Paulo Pepulim, análises demonstram que o atendimento de urgência e emergência na cidade reduziu em torno de 30% a 40% nas unidades de pronto atendimento, desde o dia 18 de março. "Isso impacta nos casos emergenciais das UPAs e, consequentemente, na diminuição de internações de pacientes nas unidades de emergência e solicitação de vagas para hospital terciário", destaca.

MOTIVAÇÃO

Uma explicação pontual seria que as pessoas têm procurado as unidades somente em casos mais graves, justamente com medo da exposição ao novo coronavírus.

Contudo, Paulo Pepulim, acredita que a redução também se dá pelo fato de as pessoas estarem menos expostas a demais riscos. "A partir de uma análise técnica e racional, notamos que, com a contenção social, há menor quantidade de acidentes de trânsito e de violência interpessoal, o que reduz a sobrecarga no sistema com essas patologias de causas externas", reflete.

Frente às principais doenças, como hipertensão arterial, diabete, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular encefálico, uma das hipóteses do diretor é de que, estando um maior tempo dentro de casa, esses pacientes tenham mais atenção ao tratamento. "Podem estar tomando seus remédios de forma regular, além de cuidados gerais. Isso faz com que as doenças de base fiquem mais controladas, consequentemente, uma menor procura pelas unidades de saúde", diz.