11 de julho de 2026
Nacional

Bolsonaro 'não lidera' o País, diz Doria; Witzel fala em 'crime'

Estadão Conteúdo
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Os governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), e do Rio, Wilson Witzel (PSC), voltaram a criticar ontem a conduta do presidente Jair Bolsonaro, que, no domingo, visitou lojas no Distrito Federal contrariando a recomendação de isolamento social por causa da pandemia do novo coronavírus. Enquanto Doria afirmou que Bolsonaro "não orienta corretamente a população", Witzel disse que o presidente pode ser julgado por "crime contra a humanidade".

"Não sigam as orientações do presidente da República. Ele, lamentavelmente, não lidera o Brasil no combate ao coronavírus e na preservação da vida", declarou Dória.

Questionado sobre a presença maior de pessoas nas ruas no fim de semana, Doria reforçou a orientação para que a população fique em casa. O governador lançou uma campanha publicitária que será veiculada até o dia 6 de abril em rádio, TV e redes sociais. A peça afirma que, contra o coronavírus, as pessoas devem seguir a recomendação de manter o isolamento social.

"CONTRAMÃO"

Também questionado sobre a "caminhada" do presidente no fim de semana, Witzel declarou que Bolsonaro "está colocando em risco" a liberdade dele. "Se pudesse dar um conselho, como jurista, diria que (Bolsonaro) está colocando em risco sua liberdade. A um chefe de Estado não se admite que vá na contramão do que dizem organizações internacionais das quais o Brasil é signatário, como o artigo 7.º do Estatuto de Roma, de crime contra a humanidade", disse.

Ainda segundo Witzel, o isolamento social "é uma ordem". "Até então era um pedido, agora é uma ordem. Porque aqueles que morrerem porque a curva aumentou, você será responsabilizado pela morte. Aquele idoso, aquela pessoa vulnerável que morrer, você será o responsável por matá-lo."