Washington - Os Estados de Maryland, Virginia e partes da Flórida aderiram nesta quarta (31) às ordens de isolamento social, colocando mais de 225 milhões de pessoas - três de quatro norte-americanos - em quarentena. Dos mais de 177 mil infectados nos EUA, a metade está no Estado de Nova York. Com os hospitais à beira do colapso, os nova-iorquinos receberam ontem um navio-hospital, que vai desafogar o sistema de saúde da cidade, atendendo pessoas que não têm Covid-19.
"Nós não estamos mais pedindo ou sugerindo que os moradores de Maryland fiquem em casa", disse o governador do Estado, Larry Hogan, um republicano. "Estamos mandando." Em Virginia, o apelo foi parecido. "Quero que vocês me escutem bem: fiquem em casa", afirmou o governador Ralph Northam.
Na Flórida, o governador Ron DeSantis ainda rejeita decretar isolamento em todo o Estado, preferindo adotar ações específicas para cada região.
O Estado norte-americano mais afetado ainda é Nova York. Nesta terça (31), o governador Andrew Cuomo disse que o Estado tem mais de 66 mil infectados e 10 mil pessoas estão internadas. Mesmo assim, ele afirmou que o pior ainda está por vir. "O tsunami está chegando. Sabemos que é hora de reunir suprimentos e fazer os preparativos, porque ontem já era tarde demais", disse.
Cuomo e o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, estiveram no porto da cidade para receber o navio-hospital USNS Comfort, das Forças Armadas, que tem o objetivo de aliviar a pressão sobre os hospitais da cidade, tratando pacientes que não têm coronavírus. A embarcação oferece 750 leitos.
Além de Nova York, os sistemas hospitalares de Seattle e de New Orleans também se aproximam rapidamente do colapso. Funcionários do governo americano alertaram ontem que problemas graves também podem surgir rapidamente em Detroit, Chicago e Miami.