11 de julho de 2026
Economia & Negócios

UE anuncia fundo de 100 bilhões de euros para evitar desemprego

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Bruxelas - A União Europeia anunciou um fundo de 100 bilhões de euros (cerca de R$ 600 bilhões) para financiar programas de proteção ao emprego durante a crise do coronavírus. A Organização Internacional do Trabalho estima que até 25 milhões de postos em todo o mundo estão em risco devido ao impacto direto das medidas de distanciamento tomadas para combater a pandemia.

A proposta apresentada nesta quinta (2) pela UE é que a Comissão Europeia levante os recursos por empréstimo, tendo como garantia ativos dos 27 membros do bloco, no valor de 25 bilhões de euros (25% do total emprestado). O fundo permitirá que países com menos acesso a crédito financiem esquemas de proteção a emprego com esses recursos europeus, a taxas de juros mais baixas que as que conseguiriam isoladamente.

Segundo a Comissão Europeia, mesmo antes da pandemia, 18 países já tinham programas em que o governo banca parte do salário de um empregado cuja jornada foi suspensa temporariamente, sob a condição de que as vagas sejam mantidas.

Com a necessidade de fechar lojas e empresas para conter a transmissão do coronavírus e o risco de que a perda de receita levasse a demissões, todos os 27 membros da UE têm hoje esquemas de proteção a trabalhadores. O fundo anunciado nesta quinta servirá para financiar esses programas nacionais nos países que considerarem mais vantajoso usar os recursos europeus.

Evitar demissões permitirá uma recuperação econômica mais rápida quando a pandemia for controlada, afirmou a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen. A chefe do Poder Executivo europeu disse também que evitar demissões é fundamental para que as pessoas possam continuar pagando suas contas, consumindo e pagando tributos, o que também auxilia a recuperação pós-crise.

O esquema, batizado de Sure (assegurado, em inglês), é "a expressão da solidariedade europeia", disse Von der Leyen. A presidente da Comissão tem tentado apaziguar disputas entre países mais ricos e mais pobres, que se acirraram durante a crise do coronavírus.