09 de julho de 2026
Internacional

Tóquio, Osaka, Istambul e Seul são únicas metrópoles sem isolamento

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

Osaka - Em cerca de duas semanas, quase todas as grandes metrópoles reduziram suas atividades ao mínimo possível. Uma das exceções é justamente a maior delas, Tóquio, cuja área metropolitana abriga 35 milhões de pessoas. Além da capital japonesa, Osaka (19 milhões), Istambul (15 milhões) e Seul (9 milhões) não adotaram restrições amplas, mas ações pontuais e recomendações para tentar conter o coronavírus.

O Japão, assim como a Coreia do Sul, aposta em testes em massa e no isolamento de áreas com focos do coronavírus. Na capital japonesa, algumas redes de comércio e serviços resolveram parar por conta própria até meados de abril.

Já Istambul segue aberta por decisão do presidente Recep Tayyip Erdogan. O país fechou escolas e bares e vetou eventos de massa, mas não recomendou que as pessoas fiquem em casa. O prefeito Ekrem Imamoglu, que é opositor de Erdogan, pede que a cidade entre em quarentena, pois a maior parte dos casos do país foi registrada ali.

A reportagem conferiu a situação de 38 megacidades, num recorte que levou em conta o total de população e sua relevância internacional. Foram analisadas as 32 cidades com mais de 10 milhões de habitantes e mais seis áreas metropolitanas de grande simbolismo: Wuhan, Seul, Teerã, Londres, Madri e Nova York.

A restrição de atividades começou na China, em janeiro, e foi adotada em efeito dominó a partir da segunda metade de março, em sequência de anúncios quase diários: em Madri (dia 15), Paris (17), Bancoc (18), Buenos Aires (19), São Paulo (20), Nova York (22) e Londres (23).

Em seguida, a Índia decidiu por paralisação abrupta, fechar algumas das cidades mais cheias do mundo no dia 25, como Nova Déli, Mumbai e Calcutá. No dia 30, dois países reticentes, México e Rússia, também determinaram restrições, que atingiram a Cidade do México e Moscou.

A maior parte dos governos pretende retomar a rotina em meados de abril, embora haja chances de o prazo ser estendido, pois não está claro quando será atingido o pico da epidemia.