Com competições de futebol paralisadas no Brasil inteiro e os números de casos positivos de coronavírus crescendo a cada dia, é cada vez mais incerta a data para o retorno das competições e a dúvida do que fazer com os contratos dos jogadores dos times do interior paulista, que, em sua maioria, vencem no fim de abril, quando termina o campeonato estadual.
No Noroeste, a situação não é diferente. Segundo levantamento do Jornal da Cidade, dos 29 atletas com contratos listados no site da Federação Paulista de Futebol (FPF), 18 possuem vínculo até 20 e quatro até 31 de maio (confira no quadro ao lado), confirmando que o clube se programou para manter o maior número de jogadores até o fim da Série A3.
Segundo o presidente Rodrigo Gomes, o Mosca, entretanto, o clube ainda não decidiu se esses contratos serão renovados, caso a Terceirona seja retomada após uma melhora no panorama atual da pandemia. O momento é de aguardar uma posição da FPF.
"A princípio, enquanto não resolver o que vai ser feito, não tem como tomarmos nenhuma ação sobre o problema. O segundo jogo da final seria em 17 de maio. Não tem como dizer nada concreto enquanto a federação não nos passar um norte", esclarece Mosca.
Outro assunto em pauta nesse momento de pausa no futebol, principalmente entre os times grandes, é sobre o reajuste de salário de jogadores e funcionários para se adequar à uma época de recursos financeiros menores. Segundo Mosca, essa prática não precisou ser adotada no Noroeste.
CAPTAÇÃO DE RECURSOS
Um dos problemas que o Noroeste vai enfrentar no mês de abril, devido ao período sem jogos, é a falta de recursos financeiros já que, além da falta de bilheteria, a FPF suspendeu os pagamentos das parcelas quatro e cinco das cotas da Série A3. A saída para conseguir juntar dinheiro e pagar os salários ainda é incerta no clube e terá que ser avaliada pela diretoria, segundo o presidente alvirrubro.
"Como foi na segunda semana de março que aconteceu o problema do coronavírus estava tudo mais ou menos controlado, já tinha verba para isso e aquilo. Acabamos liberando também a cota que estava travada (na Justiça), o que ajudou muito. Agora, esse mês aqui (abril) vai dar uma apertada. Porque não temos cota e nem renda. A receita que temos não é o suficiente para pagar nem 20% da folha de pagamento. Vamos sentar e ver o que vai ser feito", diz Mosca.
Ainda segundo o mandatário, não é possível fazer uma previsão de quanto o Noroeste perderia em dinheiro se o futebol não voltar logo, pois o principal período em que o clube gasta é no primeiro semestre.
"Como o Noroeste tem um segundo semestre meio parado, então o problema é de novembro a junho, que é a temporada do Campeonato Paulista. Esse é o período em que temos mais despesas. Então, damos um jeito aqui e ali no segundo semestre, pois a despesa cai demais", explica Mosca.