11 de julho de 2026
Economia & Negócios

Entidades enviam propostas para minimizar os impactos econômicos

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

O fechamento do comércio bauruense em razão da epidemia de coronavírus (Covid-19) completa quase 20 dias. E, como forma de tentar minimizar os impactos da prorrogação da quarentena até o dia 22 de abril, sindicatos e associações de segmentos econômicos da cidade enviaram à prefeitura documentos propondo adequações e flexibilizações de algumas medidas impostas. A expectativa é de que elas sejam levadas em conta na configuração do novo decreto, que deve ser publicado nesta terça-feira (7) pelo prefeito Clodoaldo Gazzetta.

Entre as entidades ouvidas, está o Sindicato do Comércio Varejista de Bauru e Região (Sincomércio), que publica, na edição de hoje do JC, um anúncio intitulado "Carta Aberta aos Bauruenses" (veja na página 3). "Queremos resgatar a imagem e autoestima do comércio, que estão abaladas neste momento, como se fôssemos gananciosos e quiséssemos abrir de qualquer forma. É injusto. Mais de 50% da população, cerca de 160 mil pessoas, vivem da renda direta do comércio na cidade, se considerarmos também o informal", observa Walace Garroux Sampaio, presidente do Sincomércio.

MAIS ENTIDADES

A liderança empresarial que se reuniu com o prefeito e a secretária de Desenvolvimento Econômico Aline Fogolin, nos últimos dias, conta ainda com a Associação Paulista de Supermercados (Apas) Regional Bauru, Associação Comercial e Industrial de Bauru (Acib), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Sindicato da Habitação do Estado (Secovi-SP) e Associação dos Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Bauru (Assenag). Cada entidade enviou sua proposta.

"Eu pedi para que eles mandassem cartas com sugestões, que serão discutidas com o Comitê de Crise e Comitê da Vigilância Epidemiológica. Entendemos que é necessário esse diálogo, em razão do novo decreto", afirma Aline Fogolin, acrescentando que faria avaliação de item por item na noite desta segunda-feira (6).

"Queremos ajudá-los a minimizar todo esse problema, porque não adianta emitirmos um decreto que eles dificilmente conseguirão cumprir. Só que também não podemos ir contra o que o Estado diz. Por isso, adaptaremos o que for possível", observa a secretária.

INCLUSÃO

Entre as propostas enviadas como adendo ao novo decreto, o Sincomércio pede a inclusão das seguintes atividades como essenciais: autopeças, materiais de construção, insumos agropecuários, embalagens descartáveis, material elétrico, material hidráulico, peças para equipamento de informática e alarmes.

"Para enquadrar outros serviços como essenciais, é preciso que eles estejam na cadeia de permissões do Estado, porque não podemos ser mais permissivos que o decreto estadual", considera Aline Fogolin.

O Sincomércio também voltou a sugerir, como saída para o fechamento total das lojas, a delimitação de um espaço de 1,5 metro quadrado na entrada do estabelecimento, em ambiente externo e interno, para que o atendimento ocorra sem contato físico direto e com distância.

A GRANEL

Outros pedidos consideram ainda a revogação da proibição das vendas a granel. A sugestão é de que esses produtos passem a ser embalados em sacos plásticos abertos. Com cartazes, os estabelecimentos pediriam ao consumidor evitar a manipulação do alimento.

As entidades pedem ainda que se determine, de maneira alternativa, o critério de 1 cliente para cada 10 metros quadrados de "área edificada", ao invés de "área útil".

"Nós também temos sugestões a fazer. Os próprios supermercados poderiam se adaptar mais ao delivery", cita Aline Fogolin.

O prefeito Clodoaldo Gazzetta afirma que considerará as solicitações em análise prévia à publicação do decreto, nesta terça-feira.