10 de julho de 2026
Nacional

Rocinha e outras três favelas do Rio têm mortes por coronavírus

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 1 min

Rio - Quatro das maiores comunidades do Rio já tiveram pelo menos seis mortes confirmadas por Covid-19. Rocinha, Manguinhos, Maré e Vigário Geral somam 23 casos registrados da doença.

A chegada da epidemia nas comunidades é um dos maiores temores das autoridades de saúde. As favelas não costumam ter saneamento básico, as ruas são muito estreitas e, em geral, muitas pessoas dividem a mesma casa, propiciando a disseminação da doença. Nas comunidades a maior parte do comércio continuou funcionando normalmente, diferentemente do que aconteceu em outras partes da cidade.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, foram duas mortes na Rocinha, na zona sul, outras duas em Vigário Geral, uma em Manguinhos e uma na Maré, todas na zona norte.

"É difícil cumprir esses protocolos de isolamento, distanciamento social, uso de álcool gel nas comunidades", pondera Eliana Sousa Silva, da ONG Redes da Maré. "São 140 mil pessoas vivendo numa área de 4,5 quilômetros quadrados, há dificuldade real de fazer esse distanciamento acontecer. Seria preciso estratégia de prevenção diferente para não haver contaminação em massa."

Por enquanto, a grande maioria dos 1.449 casos da doença no município está concentrada nos bairros mais ricos, na zona sul e na zona oeste. O número de mortes é de 73. No entanto, os números indicam que já começam a se espalhar nas comunidades mais pobres.

A Secretaria Estadual de Saúde havia divulgado pela manhã um número diferente, em que apenas na Rocinha haveria cinco mortes. No fim da tarde, a secretaria disse que houve um erro na elaboração das tabelas.