08 de julho de 2026
Internacional

Pandemia cancela as procissões de Páscoa

FolhaPress
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Tel Aviv - A Via Dolorosa ficará vazia na Páscoa deste ano. Não haverá procissões com milhares de fiéis partindo do Monte das Oliveiras em direção à Igreja do Santo Sepulcro nem peregrinos vestidos como Jesus Cristo carregando cruzes pelas pedras milenares da Cidade Velha de Jerusalém. A pandemia da Covid-19 virou de ponta-cabeça as celebrações da Semana Santa na Terra Santa. Cerimônias serão limitadas ou adiadas, e tradicionais procissões, canceladas pela primeira vez em séculos.

As autoridades religiosas confirmaram que a missa do Domingo de Páscoa, em 12 de abril, na Igreja do Santo Sepulcro, será realizada, mas sem a presença do público. A reza será transmitida ao vivo pela internet, mas ainda não está claro quantos clérigos poderão estar no local.

As três principais denominações cristãs responsáveis pela Igreja - católicos, grego-ortodoxos e armênios - enviaram uma carta ao presidente de Israel, Reuven Rivlin, e ao primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, pedindo compreensão em relação às regras que restringem as aglomerações públicas em igrejas, sinagogas e mesquitas a, no máximo, dez pessoas.

A Igreja do Santo Sepulcro, onde, segundo a tradição cristã, Jesus foi crucificado e enterrado e depois ressuscitou, trancou no dia 30 de março seus pesados portões de madeira pela primeira vez em 671 anos. A última vez que isso aconteceu foi em 1349 por causa da Peste Negra.

Depois da Páscoa, a grande preocupação das autoridades locais será o mês sagrado muçulmano do Ramadã, que começa em 23 de abril.