Para o padre redentorista Joaquim Parron, que atua em uma comunidade carente da periferia de Curitiba, três atitudes estimuladas pela Igreja no período da quaresma encaixam com o tempo de isolamento social recomendado: caridade, oração e penitência. Ele diz acreditar que o significado da Páscoa também será em parte retomado como consequência dos impactos da pandemia no dia a dia das famílias. "O sentido vai ser muito mais intenso, e a tendência é de mais pessoas serem atingidas pela mensagem cristã, que não é só a de atrair aglomerações, mas para que sejam mais solidárias, dignas e mais felizes na sua realidade." Parron disse que os padres mais velhos tiveram que ceder à tecnologia, transmitindo missas ao vivo pela internet, e os mais jovens têm ido atrás dos seus fiéis. Para respeitar o isolamento domiciliar, descendentes de ucranianos e poloneses do Paraná também terão que se adaptar o tradicional ritual de bênção de alimentos no sábado que antecede a Páscoa. A tradição será mantida, mas por outros meios: algumas comunidades vão transmitir o ritual pelas redes sociais e, em outras Igrejas, os padres darão a benção pelo sistema drive-thru.