09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Estamos na mesma tempestade, mas...

Cesar Augusto Teixeira de Carvalho - Prof. Dr. aposentado do Dep. de Engenharia Civil - Faculdade de Engenharia da Unesp - Bauru
| Tempo de leitura: 3 min

O "coronavírus" colocou todos nós na mesma tempestade, mas cada um navegando em barco diferente. Lógico, pois a situação no Brasil é bem diversificada, onde estimo em 50 milhões de pessoas as que têm folga de recursos para passar 3 ou 4 meses em isolamento, se preocupando apenas com a alimentação. As outras 160 milhões não têm essa mesma condição e, além das dificuldades em se alimentar, terão também a preocupação das "contas a pagar" e de perder seu emprego. Como até no isolamento as pessoas têm que se alimentar, é evidente que alguns cuidados devem ser tomados, pois, para isso, tem que haver produção dos alimentos, seguido do abastecimento onde os caminhoneiros transportam e comerciantes vendem. Logo, muitas pessoas têm que trabalhar, e, com a condição financeira precária da maioria, o isolamento amplo é uma impossibilidade real. Sobre os cuidados pessoais que devemos tomar, já foram bem divulgados: higienização; evitar aglomeração; sair de casa o necessário, ... e, quando precisar sair, por exemplo, para comprar alimentos, uma aproximação casual pode ocorrer e gerar algum problema. Mas isto é casual e não uma escolha. Sobre o abastecimento dos alimentos, como há solução racional, isto é uma escolha e não casual.

Hoje, creio que todas pessoas irão gastar apenas o necessário para sobrevivência. Assim, o "dinheiro circulante" vai diminuir e muito, afetando a economia e principalmente os que vivem do dinheiro da rua: os trabalhadores informais, pipoqueiros, etc. Com a queda da movimentação financeira, também haverá a queda da arrecadação dos impostos, e os governos (federal, estadual e municipal) não terão mais os mesmos recursos à disposição. Provavelmente "todos" os governos estaduais e municipais vão pedir socorro ao governo federal, jogando nas costas dele este problema, mesmo sabendo que ele também não terá recursos suficientes nem para atender seus próprios compromissos. Este fato gerou uma oportunidade de ouro para os "gênios do mal" tentarem derrubar Bolsonaro, e começaram a construir um plano para jogar toda a culpa nele, canalizado através de intrigas e desinformações. São lançadas farpas do tipo: "quem da sua família pode morrer para a economia não parar?", uma colocação tendenciosa de muito mau gosto. Tendenciosa pois tenta induzir o povo a achar que a morte de alguém da família possa ser culpa de Bolsonaro, uma vez que ele procura tomar alguns cuidados econômicos, justamente para se evitar mortes que não sejam casuais, como por falta de abastecimento de alimentos. Outro exemplo diz respeito ao posicionamento do ministro da saúde que sugere um isolamento amplo, o que até acho natural pela função que ocupa, mas que mostrei ser uma impossibilidade real. Este conflito com a visão mais geral e justificada do presidente, poderia ser facilmente explicado ao grande público, mas é explorado pelos gênios da "esquerda & associados", como se o governo estivesse a deriva, deixando claro que o objetivo deles é desgastar Bolsonaro.

O incrível é que esta esquerda é a mesma que em governo recente tinha acabado de destruir o País, sem nenhum vírus atrapalhando como este. E são tão irresponsáveis em intrigar e desinformar, que já vi alguém dizer que existe muito dinheiro do governo guardado em bancos do exterior que pode socorrer a todos nesta crise. Uau! Só se for dinheiro da corrupção do PT.

A melhor saída que vejo para o governo federal, é procurar recursos extras para dar suporte as questões imediatas mais importantes: abastecimento de alimentos; equipamentos aos hospitais; ajuda aos 45 milhões de pessoas mais vulneráveis, etc. Bolsonaro já está focando nestas questões, e realça que temos dois problemas sérios a resolver: o vírus e o econômico. Acrescentaria também a "desinformação" que vem da "esquerda & associados". E o mais curioso é que isto ocorre devido às qualidades do Bolsonaro, e não pelos seus defeitos, pois ele se atreveu a acabar com a corrupção e os privilégios.