10 de abril de 2026
Esportes

Desejo realizado

Luis felipe carrion
| Tempo de leitura: 2 min

Entre as jogadoras de diferentes lugares do Brasil e até do Exterior que vêm a Bauru para jogar pelo Sesi Vôlei, uma delas voltou para a cidade natal após fazer carreira pelas principais equipes do País. É a central Mayhara Francini da Silva, que, após disputar a temporada 2019/20, confirmou ao JC que acertou a renovação de contrato para a próxima.

O interesse da atleta pela modalidade vem da época da escola, já que o vôlei era o único esporte que a agradava. Ela jogava campeonatos internos do colégio e seu pai a inscreveu no extinto time do Bauru Atlético Clube (BAC) para que Mayhara treinasse. Ela ainda passou pela Associação Luso Brasileira antes de sair de Bauru para jogar, aos 17 de anos de idade.

O primeiro time no qual a central disputou a Superliga foi o Mackenzie, de Belo Horizonte. Após defender Rio do Sul, Praia Clube e Osasco, seu grande momento na carreira foi atuando pelo Rio de Janeiro, uma das principais potências do vôlei nacional. Lá, Mayhara conquistou três vezes a Superliga e teve chance de trabalhar com Bernardinho, técnico campeão olímpico pela seleção masculina e medalhista com a feminina.

"É um excelente técnico. Perfeccionista. Gosta de trabalhar muito. Como pessoa é um ser humano maravilhoso. É incrível. Eu acredito que todas as jogadoras que nunca tiveram experiência com ele têm o sonho de jogar. Vale muito a pena", destaca Mayhara.

DE VOLTA

Em junho de 2019, o Sesi Vôlei Bauru anunciou a contratação de Mayhara para a temporada 2019/20, que acabou encerrada precocemente devido à pandemia de coronavírus. Voltar a jogar na cidade em que nasceu e ficar perto da família foi especial para a atleta.

"Foi um momento muito feliz da minha vida. Eu sempre sonhei que Bauru crescesse com o voleibol e disputasse a Superliga para eu ter a oportunidade de ficar perto da família de novo. Eu fiquei quase 15 anos fora, então foi um momento muito feliz para mim. Sempre esperei por isso. Veio no momento certo. Estou muito feliz e minha família também. Porque as jogadoras nem sempre têm oportunidade de ficar próximas dos familiares", explica.

Para Mayhara, o Sesi Vôlei Bauru se recuperou na competição após um início complicado. "Teve muitos altos e baixos, mas no segundo turno a gente se juntou, o time já estava mais entrosado e conseguimos atingir o objetivo. Fizemos jogos muito melhores, vencemos os jogos que tínhamos obrigação e chegamos no objetivo de ser classificar no mínimo em quarto lugar", esclarece.

A equipe terminou enfrentaria o Osasco nas quartas de final quando a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) decidiu pelo cancelamento da Superliga feminina. Ainda de acordo com a central, cancelar o campeonato foi a melhor decisão, pois para jogar os clubes precisariam viajar e teriam contato direto com outras pessoas.