08 de julho de 2026
Regional

Prefeito de Pirajuí recua e fecha lojas

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Pirajuí - O prefeito de Pirajuí (58 quilômetros de Bauru), Cesar Fiala, anunciou na noite desta quinta-feira (16) que revogou decreto que permitia a abertura, com restrições, do comércio de serviços considerados não essenciais durante a pandemia do novo coronavírus (Covid-19). O decreto com as novas regras, que segue o decreto de quarentena do governo do estado, será publicado nesta sexta-feira (17).

Segundo o chefe do Executivo, que preferiu não comentar as razões pelas quais mudou o seu entendimento em relação à abertura do comércio, a partir do novo decreto, apenas serviços considerados essenciais, como supermercados, transporte público, funerárias, serviços bancários, postos de combustíveis, farmácias, lojas de materiais de construção e de ração para animais, oficinas e borracharias poderão funcionar.

As regras para lanchonetes e restaurantes também não mudaram, sendo permitida apenas a venda por aplicativo ou telefone e entrega em domicílio ou retirada no balcão, pelo sistema "pague e leve". Espaços públicos permanecem fechados e a realização de missas, cultos e eventos continua proibida.

Conforme divulgado com exclusividade pelo JC, decreto do Executivo liberava abertura de lojas de móveis e eletrodomésticos e salões de barbearia, cabeleireiros e manicures com um cliente por vez. Lojas de roupas e calçados poderiam atender dois clientes por vez. No caso de academias de ginástica, o decreto exigia que o número de alunos fosse limitado e que fosse respeitado a distância de um metro entre alunos.

Essa flexibilização gerou muitos questionamentos entre moradores da cidade. Em entrevista concedida nesta terça-feira (14), Fiala contou que seguiu à risca o decreto estadual nos primeiros quinze dias de quarentena, mas, depois, autorizou a abertura do comércio não essencial. "Acho que a pequena flexibilização foi um ato justo, tendo em vista que não tem calamidade por aqui ainda, somente situação de emergência", disse.

EM CASA

Em nota, o governo do estado ressaltou que o decreto estadual determina a suspensão de atendimento presencial ao público em estabelecimentos de comércio ou serviços não essenciais. "O governo do estado informa diariamente que a população deve ficar em casa e respeitar o isolamento social. Aos municípios, o estado solicita que não atuem de forma isolada na adoção de medidas estabelecidas pelo decreto da quarentena", declarou.

"O contato direto com os prefeitos é feito periodicamente pela Secretaria de Desenvolvimento Regional. O distanciamento social e a redução drástica da circulação de pessoas são as principais iniciativas para evitar a propagação do novo coronavírus e evitar o colapso do sistema de saúde nas 645 cidades de São Paulo".