08 de julho de 2026
Geral

Mente e corpo cuidados #EmCasa

Bruno Freitas
| Tempo de leitura: 2 min

A quarentena tem sido uma experiência difícil para todo mundo. E manter mente sã e o corpo em forma são os desafios de psicólogos e personal trainers, com seus pacientes e alunos, cada um na sua área. Mesmo não sendo a forma ideal, que é o atendimento presencial, a tecnologia é opção utilizada para que tanto o processo terapêutico e o condicionamento físico não sejam interrompidos.

Três psicólogos ouvidos pela reportagem concordam que nada substitui o contato pessoal, mas que dentro de um contexto de exceção, é importante manter a terapia à distância, por meio de plataformas de conversas de vídeo. Com consultórios e academias fechadas, é melhor estar junto, de forma adaptada, do que sozinho.

Para Ana Karina Moura, que trabalha psicanálise, o momento é de não se expor ao vírus e também de não parar a terapia. Ela trabalha com adultos, adolescentes e crianças desde 2005, e semanas antes dos decretos de quarentena já estava trabalhando a possibilidade de os pacientes darem continuidade no atendimento em ambiente virtual. E a grande maioria se propôs ao desafio.

Ela explica que como o trabalho com as crianças envolve o "brincar terapêutico", a presença é fundamental. Mas ela tem monitorado os pequenos por meio de contato com os pais. Inclusive grava vídeo para os pais mostrarem para os filhos, um "alô", para manter o contato mesmo que minimamente.

"Tudo é muito novo para nós. Jamais houve algo nessa proporção. Trabalhamos com o conceito transferencial, que é fundamental. É possível criar um setting terapêutico online, num período breve, de exceção, preservando a rotina. E creio que essa fase que estamos vivendo vai virar estudos acadêmicos na área", revela. O telefone dela é 99701-3128.

LOCAL RESERVADO

A psicóloga Mayara Baldin, que atua com terapia cognitivo-comportamental e avaliação neuropsicológica, destaca que na psicologia o sigilo é essencial e que nas videochamadas é preciso que tanto profissional quanto paciente precisam assegurar que o local seja reservado, sem entra e sai de pessoas. Ela relata que na clínica onde atua com outras colegas de profissão, 60% aceitaram manter a terapia por videochamada durante a quarentena. Os 40% pediram uma pausa alegando não se sentirem à vontade, mesmo sem tentar a experiência.

"Os adolescentes se adaptaram rápido, pela facilidade deles com tecnologia. Usamos o aplicativo que o paciente tiver mais afinidade. Essa é a minha primeira experiência no online e está sendo positiva. Assim como preservar a saúde de contágio da Covid-19 é importante, a saúde da mente também é", conta. O telefone dela é 11 94933-1952.