08 de julho de 2026
Nacional

Enterros triplicam e cemitério de Manaus decide abrir valas comuns

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Manaus - Diante do colapso no sistema de saúde do estado do Amazonas e de uma explosão no número de enterros, o maior cemitério de Manaus teve que abrir valas comuns para dar conta do sepultamento das vítimas do novo coronavírus. Antes da pandemia, cerca de 30 corpos eram enterrados diariamente no cemitério Nossa Senhora Aparecida. Nos últimos dias, foram mais de cem enterros diários.

Nas valas comuns, chamadas pela prefeitura de trincheiras, são enterrados diversos caixões, um ao lado do outro. O órgão afirma que essa metodologia preserva a identidade dos corpos, com a garantia do distanciamento entre os caixões e da identificação das sepulturas. Além de abrir valas comuns, a Prefeitura de Manaus instalou duas câmaras frigoríficas no cemitério para resguardar os corpos antes do enterro.

O objetivo é liberar os carros do SOS Funeral, que deixam os caixões no cemitério e podem atender novos chamados. O serviço é oferecido gratuitamente pelo estado para quem não tem condições de arcar com os custos da remoção do corpo e do sepultamento. Diante do aumento da demanda por enterros, a prefeitura informou que o acesso ao cemitério está restrito aos que forem sepultar familiares. São permitidas cinco pessoas ao máximo nos funerais.