09 de julho de 2026
Nacional

Reabertura será gradual e só a partir de 11 de maio, diz Doria

FolhaPress
| Tempo de leitura: 2 min

São Paulo - O governador João Doria (PSDB) anunciou, nesta quarta-feira (22), os primeiros detalhes do Plano São Paulo, o processo de saída da quarentena. O Estado fará o acompanhamento da disseminação, comparando cenários possíveis da evolução do vírus, e os protocolos serão definidos dependendo da situação de cada região do estado e cada setor da economia.

"Os critérios da nova quarentena, a partir do dia 11, serão diferenciados e de acordo com dados científicos apurados por cidades e regiões do estado de São Paulo", disse Doria. "Vamos priorizar setores de maior vulnerabilidade e menor risco", disse Patricia Ellen, secretária do Desenvolvimento Econômico.

O governador listou todos os serviços autorizados a funcionar desde o início da quarentena e afirmou que 74% da economia de São Paulo nunca parou. O anúncio foi feito ao lado de David Uip, que lidera o comitê especial da crise de coronavírus, e dos secretários José Henrique Germann (Saúde), Henrique Meirelles (Fazenda) e secretária Célia Parnes (Desenvolvimento Social), entre outras autoridades.

Meirelles afirmou que a reabertura terá dois pontos de atenção: a manutenção do padrão de consumo e a liquidez das empresas. "Neste ponto, é fundamental a eficiência dos gastos públicos. O governo tem papel fundamental em qualquer crise, mas particularmente nessa crise pela sua dimensão." Segundo Ellen, a retomada será amparada por critérios de saúde e econômicos, e terá diferenças dependendo do setor, da cidade e da região.

Na área da saúde, os critérios para determinar os protocolos adotados serão o acompanhamento da disseminação do vírus, o monitoramento da capacidade do sistema de saúde, incluindo a disponibilidade de leitos e o uso de testes rápidos, e a comparação com diferentes cenários de evolução do vírus.

Na economia, serão desenvolvidos diferentes protocolos para cada setor, de acordo com a capacidade de higiene e segurança do ambiente de trabalho.

Em cada região, o Estado irá monitorar o número de novos casos, a quantidade de leitos livres e a quantidade de testes disponíveis para serem feitos. De acordo com a secretária, há três níveis de risco, e todo o Estado está dentro dos níveis vermelho e amarelo, os mais graves, com crescente número de casos e alta ocupação de leitos.