10 de julho de 2026
Polícia

Com indícios de ação humana, prédio da União que pegou fogo é vistoriado

Ana Beatriz Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

Representantes da Superintendência do Patrimônio da União em São Paulo (SPU/SP) e da Polícia Federal (PF) estiveram na antiga unidade de armazenamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que, conforme o JC noticiou, foi atingida por um incêndio no último sábado (18). Foi instaurado um novo inquérito, já que a Polícia Federal acredita se tratar de uma ação humana.

A visita ao imóvel, que fica na Vila Industrial, ocorreu nesta última quarta-feira (22). Por ser um prédio da União, a Polícia Federal foi acionada para fazer a perícia e tentar descobrir os responsáveis pelo incêndio.

De acordo com o delegado-chefe da Polícia Federal de Bauru, Ênio Bianospino, a análise preliminar do Corpo de Bombeiros acredita se tratar de uma ação humana. "Este é um ambiente desprovido de rede elétrica. Então, essa possibilidade também foi descartada. Também não foi em um dia com descarga de raios que pudessem ter iniciado o incêndio. Tudo leva a crer que resulta de ação humana", afirma o delegado.

RESPONSABILIDADE

Sendo assim, os peritos criminais analisam se a ação humana foi acidental ou intencional. "A Polícia Federal entra no caso, dada à possibilidade de se tratar de ação criminosa. Nós já temos um inquérito instaurado, por razão de um furto de telhas com prisão em flagrante", diz.

SEM ABANDONO

O depósito desativado da União, que fica na avenida Sorocabana com a rua Walter José da Cunha, tem aproximadamente 147 mil metros, sendo cerca de 50 mil metros de barracão. "Este imóvel pertence ao patrimônio da União, foi repassado pela Conab. Ele está conosco para futuros empreendimentos ou alienação e venda do imóvel", explica Sérgio de Matos Oliveira, coordenador geral da SPU/SP, órgão ligado à Secretaria Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, de Brasília.

Ele ainda justifica que o local não estava abandonado. "A Conab utilizava o imóvel, que ainda guarda algumas máquinas antigas, da 'época do café'. Depois de um tempo, pelo tamanho e pelo que era destinado, acabou tendo sua operação finalizada", esclarece.

"Agora, passaremos os laudos a Brasília, onde serão decididos os próximos passos referentes à parte administrativa. A União sempre está aberta a desenvolver ações que agreguem valor ao município, mas, neste caso, trata-se de um imóvel de grande proporção e só Brasília pode dar a última palavra", finaliza Sérgio de Matos Oliveira.