09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Seguimos acordados

Danilo Carlos Avante
| Tempo de leitura: 1 min

Essa confusão sobre isolamento e quarentena é bem plausível, afinal, isolamento antes da integração e quarentena de indivíduos doentes é bem comum na prevenção e tratamento, respectivamente, da febre aftosa em rebanho de gados.

Diferentemente da febre aftosa, a Covid-19 não possui vacina. Além disso, o tratamento da Covid-19, em casos graves, exige o uso de equipamentos específicos.

Todo o esforço social atual se resume a um único objetivo: manter o número de pessoas contaminadas em estado grave menor ou igual ao número de equipamentos específicos disponíveis.

A melhor forma para combater uma doença altamente contagiosa, que não possui vacina, que pode facilmente colapsar o sistema de saúde, vejam só, é atacar seu vetor.

Em alguns casos de febre aftosa o vetor, que é o gado, é sacrificado. Na dengue, por exemplo, combatemos o mosquito. Na Covid-19, o vetor é o ser humano. Sendo assim, me parece ser mais inteligente tomar alguma medida que promova a diminuição do contágio do que sacrificar o vetor. No caso de seres humanos, isso seria crime.

Como não há capacidade de testes para identificar quem está contaminado ou não, ou seja, não é possível garantir quem realmente está por aí disseminando o vírus, é melhor que todos tomem medidas de isolamento para que o vírus não circule.

Portanto, sim.

Somos todos suspeitos.