Para a psicóloga Maria da Conceição Uvaldo, as empresas devem ter um canal para ouvir as demandas dos trabalhadores e para passar informações sobre o que acontece dentro da companhia, o que pode reduzir a angústia dos funcionários - por exemplo, em relação à situação financeira da organização na crise.
Além disso, é importante manter, por videoconferência, as mesmas reuniões que seriam feitas no dia a dia da equipe, para diminuir o impacto do isolamento social.
A Rebel, startup de empréstimo online, aderiu ao sistema remoto em 16 de março. Dois dias depois, alguns profissionais comunicaram que estavam se sentindo sozinhos.
Então, a empresa, com 70 funcionários, decidiu criar a hora do almoço e do café virtuais. Todo dia, uma sala de vídeo fica disponível para quem quiser conversar durante o intervalo das atividades.
"Não é obrigatório, mas teve adesão grande. A conexão entre as pessoas tem sido até mais forte do que era pessoalmente", afirma André Bastos, 37, diretor de operações.
A fintech Olivia, com 45 funcionários, também quis manter os momentos de confraternização. Um deles é o happy hour, que acontece toda terça, e agora está sendo realizado virtualmente.
Cada um pega seus comes e bebes e conversa por meio da tela com os colegas, conta Lucas Moraes, 30, fundador da startup. "Nossa preocupação foi manter o espírito de time."