09 de julho de 2026
Economia & Negócios

Sincomércio teme fechamento de 2 mil empresas até o final de maio

Marcele Tonelli e Luis Felipe Carrion
| Tempo de leitura: 2 min

O Sindicato do Comércio Varejista (Sincomércio) de Bauru teme que até 2 mil empresas em Bauru fechem até final de maio, mês em que a quarentena pode registrar flexibilização. A estimativa toma como base relatos de empresários recebidos pela entidade nos últimos dias. Neste domingo (26), inclusive, foi realizada uma carreata para protestar pela imediata liberação do segmento.

Presidente do Sincomércio, Walace Garroux Sampaio afirma que, mesmo se houver a reabertura gradual a partir de 11 de maio, muitas empresas, a maioria de pequeno porte em bairros e do segmento de calçados e confecções, não conseguirão mais sobreviver.

"Até o final de maio, a estimativa é de que 2 mil empresas não reabram e levem com elas 7 mil empregos. Muitas dessas 2 mil nem existirão mais até o dia 11. E as que tentarem sobreviver poderão morrer até o fim do mês", observa Sampaio. "O dinheiro do governo para socorro das empresas não chegou até agora. E, para as micro, com faturamento de até R$ 360 mil ao ano, nem existe sequer promessa", critica o presidente do sindicato.

10,8 MIL EMPRESAS

Segundo o Sincomércio, o comércio varejista de Bauru é composto por 10,8 mil empresas, que empregam até 38 mil pessoas com carteira assinada. "Lembro que, na maioria absoluta das pequenas empresas, que são mais de 6 mil, o comerciante trabalha ao lado de seus colaboradores, atrás do balcão, da abertura até o final do expediente", completa Sampaio.

Já em relação às grandes lojas, o Sincomércio estima que até 3 mil vagas sejam extintas no mesmo período.

CARREATA

Com foco na reabertura imediata do comércio, uma carreata ocorreu na manhã deste domingo (26). Os comerciantes pediram a volta do funcionamento, seguindo regras de higienização em virtude da pandemia do coronavírus.

Cerca de 100 veículos, entre carros e motos, percorreram a avenida Nações Unidas, buzinando atrás de um trio elétrico, em forma de protesto. A polícia acompanhou o trajeto.

A carreata foi realizada com dois pontos de concentração. Inicialmente, o carro de som e mais alguns veículos saíram da quadra 34 da av. Nações e seguiram em direção ao segundo trecho de referência, próximo à rodoviária, onde mais veículos aguardavam.

Juntos, os dois movimentos deram mais uma volta na avenida, fazendo o caminho de volta em direção ao ponto inicial, na quadra 34 das Nações. O protesto terminou em frente ao Sincomércio, na quadra 17.

Após a manifestação, Walace Sampaio disse que a entidade seguirá com a pressão pela reabertura. "O que eu tenho sempre repetido exaustivamente é que os bauruenses vejam por trás de cada porta do comércio não a mercadoria que está lá na prateleira. Têm pessoas. Têm bauruenses lá dentro, trabalhando junto", conclui.