09 de julho de 2026
Nacional

Com 14 mortes e mais de 300 casos, Campinas cria plano para flexibilizar

FolhaPress
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Campinas - Campinas anunciou nesta segunda (27) um plano para flexibilizar os setores de comércio e serviços a partir do dia 4 de maio. A cidade registrou 14 mortes e 306 casos confirmados do novo coronavírus.

O governo, porém, descartou nesta terça (28) sua implementação antes do dia 11 de maio. A proposta da prefeitura inclui a implantação do plano em três fases de 14 dias cada e a obrigatoriedade de o responsável pelo comércio participar de treinamento para tomar conhecimento das regras, entre outras determinações.

A primeira fase prevê a abertura do comércio varejista, templos religiosos e academias, entre outras atividades. Em coletiva nesta terça na capital, porém, o infectologista David Uip, coordenador do centro de contingência do coronavírus em São Paulo, descartou a possibilidade de implantação do plano em Campinas enquanto durar a quarentena decretada no Estado.

O médico afirmou ser importante a participação dos municípios nas discussões e que o plano de Campinas ouviu as associações e é bem elaborado, "mas não há discussão de implementação antes do dia 10".

Segundo a Prefeitura de Campinas, a administração não recebeu oficialmente do governo estadual resposta sobre o pedido para iniciar o plano de retomada das atividades na cidade no dia 4 de maio.

Ainda conforme a prefeitura, o prefeito Jonas Donizette (PSB) vai se manifestar sobre o assunto em live que fará em suas redes sociais nesta quarta-feira (29).O plano de Campinas para reabertura gradual do comércio foi feito no mesmo dia em que a Prefeitura de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo) anunciou a permissão para funcionamento de atividades ligadas à prestação de serviços já nesta terça-feira.

A abertura foi questionada na Justiça pelo Ministério Público Estadual, que ajuizou ação civil pública pedindo a suspensão de dois decretos da prefeitura - um sobre a abertura do setor de serviços e outro que flexibilizava outros segmentos, válidos a partir de 11 e 25 de maio. A cidade tem 270 casos confirmados da doença, com 7 mortes. A Prefeitura de Ribeirão informou que aguardará a decisão da Justiça.

Prefeituras do Interior têm baixado decretos para reabrir seus comércios não essenciais, mas têm sido alvos de ações principalmente do Ministério Público que conseguiram fazer com que os estabelecimentos permaneçam fechados.

Em ao menos 11 cidades, as lojas chegaram a ser reabertas ou tinham previsão de voltar a operar nos próximos dias, mas foram barradas pelas ações ou decidiram recuar e seguir recomendações da Promotoria e pedidos do governo do Estado.