08 de julho de 2026
Esportes

Noroeste negocia prorrogação contratual do elenco com diminuição salarial


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Diante das incertezas financeiras e de datas para o prosseguimento da Série A3 do Campeonato Paulista, paralisado devido à pandemia do coronavírus, a diretoria do Noroeste propôs redução salarial de 50% para elenco e comissão técnica para os meses de abril e maio. De acordo com o clube, a medida é em virtude da falta de receita, já que apoiadores e patrocinadores tiveram seus negócios impactados pela crise financeira.

"Ficando assim, impossível manter o mesmo patamar financeiro que foi planejado na pré-temporada. Profissionais que ganham menos de dois salários mínimos terão taxa de redução menor. E quem ganha um salário mínimo não terá a redução pontual", explica o Norusca em nota de sua assessoria de imprensa.

O departamento de futebol profissional do Noroeste já distribuiu os novos contratos para os jogadores. A maioria, de prontidão, concordou com a redução entendendo a situação não só do clube, mas do impacto da economia como um todo, dentro e fora do esporte.

Já para o mês de junho, por enquanto, a situação ainda segue incerta porque tanto o Noroeste quanto os demais 15 clubes da divisão não sabem o que será definido pela Federação Paulista de Futebol (FPF), órgãos de saúde e governo. 

HIPÓTESES DE

PROTOCOLOS

Uma videoconferência entre os médicos dos clubes e a Federação Paulista de Futebol, realizada na noite de segunda-feira (27), levantou uma série de hipóteses para protocolos que possam ser exigidos caso o campeonato volte. Representou o Noroeste o médico Marcelo Bressan. O infectologista David Uip também participou.

Além da ausência de público, estão sendo propostos que os treinos retornem só quando o governo do Estado liberar. Outra sugestão é que todos os atletas e comissão técnica envolvidos deverão ser vacinados para influenza. E que os clubes terão que arcar com os custos de testes para Covid-19, que ainda serão padronizados.

EXORBITANTE E INEFICAZ

O Noroeste faz críticas ao protocolo proposto pela FPF. "Atualmente, nas farmácias que possuem o único teste disponível no mercado, conforme o Noroeste já pesquisou, o custo unitário gira em torno de R$ 350,00. E o teste só fornece 100% de exatidão quando a pessoa já tem 10 dias de sintomas do coronavírus, o que inviabilizaria o seu propósito esportivo. E ainda existe a possibilidade do 'falso negativo'. Se isso for obrigatório, cada ciclo de testagem, com base no preço atual do mercado, pode alcançar um valor de até 105 mil por testagem em todo o elenco de jogadores e comissão. E todo esse investimento ainda não será capaz de prevenir o contágio em 100%. Algo fora da realidade para todas as divisões, não só a Série A3", avalia o clube bauruense na nota de sua assessoria de imprensa.