As prefeituras da região já começam a sentir os impactos econômicos da pandemia no novo coronavírus (Covid-19). Em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru), abril registrou queda de 42% na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Em Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru), o Executivo divulgou que a redução das receitas de ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) foi de R$ 1,2 milhão neste mês.
Segundo a Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão de Pederneiras, em valores, a queda representa R$ 1,3 milhão a menos nos cofres municipais apenas em abril. "A tendência é de que a queda se repita no fechamento dos meses de maio e junho, uma vez que a arrecadação do ICMS é fruto da circulação de mercadorias e prestações de serviços, ambos afetados pelo isolamento social decretado pelo governo do estado", explica a titular da pasta, Rita Garnica.
O ICMS é responsável por grande parte dos investimentos feitos com recursos próprios no município. Ele representa fatia anual correspondente a um terço do PIB, estimado em R$ 158 milhões para 2020. "Estamos trabalhando com os pés no chão. São três anos de trabalho transparente e com as contas equilibradas. Isso nos dá visão ampla para assegurarmos a manutenção dos serviços essenciais, pagamento de fornecedores e servidores", declara o prefeito Vicente Minguili.
"Estamos fazendo um esforço conjunto para superarmos esse momento de pandemia, já nos organizando para iniciar um período de transição visando à abertura do comércio com regras sanitárias e distanciamento social bem definidos para que a economia volte a respirar e caminhar adequadamente sem afetar o nosso trabalho de combate à disseminação do novo coronavírus".
Lençóis Paulista
Em Lençóis Paulista, durante coletiva de imprensa, o prefeito Anderson Prado revelou nesta quarta-feira (29) que o Executivo teve uma queda de R$ 1,2 milhão na arrecadação de receitas do ICMS e do FPM neste mês de abril. O secretário de Planejamento e Urbanismo, Júlio Antônio Gonçalves, explicou que os números ainda estão sendo fechados pelo governo. "Esses repasses são as duas principais receitas que o município recebe para o desenvolvimento de suas atividades. Quando esses números são negativos, o resultado compromete o resultado de todo o orçamento", afirma.