08 de julho de 2026
Nacional

Capital planeja ampliar isolamento

Estadão Conteúdo - Site
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São Paulo - A Prefeitura de São Paulo deve não apenas prorrogar o período de fechamento do comércio não essencial da cidade como ainda bloquear a circulação de carros nos próximos dias, caso a pressão por vagas em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs) continue nos níveis atuais e o porcentual de adesão ao isolamento social se mantenha abaixo dos 50%. As informações foram dadas pelo secretário municipal de Saúde da Capital, Edson Aparecido, à TV Globo. Os detalhes devem ser anunciados na semana que vem, mas já haverá bloqueios a partir desta segunda (4) - leia mais ao lado.

"Já há uma decisão tomada. Não temos como relaxar as medidas de isolamento a partir do dia 10 de maio. Na Capital, é absolutamente impossível fazermos isso", disse Aparecido. Além das restrições, Estado e Prefeitura já determinaram a obrigatoriedade do uso de máscaras no transporte público e em táxis e carros de aplicativo.

Os bloqueios educativos que a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) tem feito nos corredores viários deverão se tornar bloqueios de vias, diz Aparecido. O que vem sendo feito até aqui são testes de como adotar essas medidas, inéditas.

"Na semana que vem, as medidas apresentadas pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) (deverão ser) de endurecimento e bloqueios nas principais vias." O bloqueio não deverá ser total, mas suficiente para criar congestionamentos de forma a desestimular a circulação de veículos. Os alvos das ações serão vias das periferias, onde o crescimento de casos é maior.

Aparecido afirmou que, no início da quarentena, quando a taxa de isolamento estava acima dos 50%, havia uma média de 812 notificações de casos suspeitos por dia. Agora, com o isolamento menor, essa média supera as 3.400 notificações diárias. "Você tem ainda 6 milhões de pessoas circulando quase que normalmente pela cidade", afirmou. "É um perigo gigantesco. Você não consegue preparar o sistema público de saúde, nem o privado, para poder absorver a quantidade de pessoas que vão precisar de UTI."

O secretário afirmou que o reflexo da atual baixa adesão aos pedidos de distanciamento ainda só terá desdobramentos dentro de dez a 15 dias. Assim, a taxa de ocupação dos leitos de UTI deve subir ainda mais. "A pressão virá mais forte ainda."