10 de julho de 2026
Internacional

Pesquisas de opinião irritam Trump

Estadão Conteúdo - Site
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - A campanha à reeleição de Donald Trump atravessa um momento difícil. Irritado com pesquisas internas do Partido Republicano, que indicam a liderança do rival democrata Joe Biden, o presidente planeja mudanças no comando da equipe e uma grande ofensiva de propaganda na TV, em uma estratégia que ganhou ares de urgência para tentar reverter uma perigosa queda de popularidade a seis meses das eleições.

Os números das pesquisas internas do Partido Republicano não foram divulgados. No entanto, segundo o New York Times, Trump teve uma crise de fúria durante um telefonema com seu gerente de campanha, Brad Parscale, após receber os dados. Ele disse que não perderia para Biden, insistiu que os dados estavam errados e culpou Parscale pelos resultados.

Segundo a CNN, em determinado momento, Trump ameaçou processar Parscale pelo desempenho ruim. De acordo com fontes citadas pelo Washington Post, conselheiros de Trump apresentaram os resultados das pesquisas para encorajá-lo a diminuir o número de entrevistas coletivas sobre a pandemia, o que estaria desgastando a imagem do presidente.

Trump rejeitou moderar suas aparições, dizendo que as pessoas "amam" as entrevistas coletivas, que passam a imagem de que ele está lutando pelos americanos. A ofensiva publicitária, que terá início no domingo e deve durar uma semana, enaltecerá o desempenho do presidente no gerenciamento da crise. Em seguida, segundo fontes da campanha, ele começará a atacar Biden em comerciais de TV.

Embora não haja detalhes das pesquisas internas, sabe-se que as sondagens se referem a Estados-chave na eleição. Além de aparecer atrás de Biden, a disputa está mais apertada do que o normal em lugares onde Trump deveria estar vencendo com facilidade.

No Texas, segundo pesquisa do Public Policy Polling, divulgada nesta semana, a diferença é de um ponto porcentual em favor do democrata (47% a 46%). No Arizona, Biden lidera com 9 pontos porcentuais (52% a 43%), de acordo com pesquisa publicada ontem pelo OH Predictive Insights.