09 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Às autoridades de Bauru

Leila Fernandes Arruda - Pedagoga e Mestre em Assentamentos Humanos
| Tempo de leitura: 1 min

Meu marido tem 73 anos, mas suas saídas são só para o supermercado uma vez por semana, pois, segundo ele, nenhum filho ou outras pessoas consegue fazer as compras como ele.

Nesta semana, ao voltar, pediu-me que escrevesse um alerta às autoridades. Os supermercados têm sido prudentes em todas as regras, fazendo valer a limpeza e organização. À entrada os carrinhos são limpos com álcool, a temperatura do cliente é conferida, o álcool gel é passado nas mãos tanto na entrada como na saída das compras. Todos de máscara.

Tudo muito bom, mas... tem um mas, lá dentro as pessoas se acotovelam. São muitas e se encontram. E aí uma pergunta: qual é a diferença entre abrir uma loja e o supermercado? No supermercado provavelmente muitos estão se contaminando.

Precisamos repensar o que fazer.

Ou se repensa a quantidade de pessoas que podem entrar de cada vez, e isso pode valer também para as lojas, ou estamos nos enganando e prejudicando um setor e favorecendo outro, porque, afinal, supermercado não tem só itens emergenciais.

Tendo posto o pensamento acima, creio que devemos pensar como voltar aos poucos a abrir o comércio, ao mesmo tempo que incentivamos as pessoas a ficar em casa. É preciso criarmos regras de vendas, com número máximo de clientes por metro quadrado, tanto em lojas como em supermercados.

Em tudo é preciso bom senso. Vamos fazer valer? Espero ser ouvida através das palavras deste texto e possibilitar uma discussão sobre o assunto em questão. Meu obrigada.