10 de julho de 2026
Geral

Gazzetta garante que transferência a leitos privados já está autorizada


| Tempo de leitura: 2 min

Paralelo às estratégias da rede pública em ampliar os leitos, Clodoaldo Gazzetta garante que já pode usar a rede privada, assim que for necessário.

Apesar disso, o que vigora entre o prefeito e hospitais particulares, por enquanto, é um pacto verbal firmado em reunião virtual. Ainda não existe um contrato assinado. Gazzetta garante, contudo, que o atendimento pode ocorrer, independentemente do que considerou como "formalidade".

"Quando o HE chegou aos 100%, eu disse ao Sérgio [Henrique Antonio, secretário municipal de Saúde] que estava autorizada a internação na rede particular se mais pacientes graves chegassem às unidades de saúde. Já está pactuado por mim, independentemente de contrato", afirma Gazzetta.

POTENCIAL

Segundo o JC apurou, a prefeitura recebeu, de um dos hospitais, proposta sobre o valor do aluguel de leitos. O documento é avaliado e detalhes não foram divulgados.

"Os valores e o contrato com os hospitais privados serão decididos nos próximos dois dias", pontua Gazzetta, revelando apenas que pretende contratar 20 UTIs e mais 30 leitos de enfermaria, neste primeiro momento.

Juntos, os hospitais privados de Bauru têm 53 UTIs disponíveis e potencial para dobrar essa capacidade, em caso de necessidade. Em razão deste cenário é que Gazzetta descarta, hoje, a instalação de um hospital de campanha no município.

O prefeito argumenta que o pagamento para a rede particular ocorrerá conforme o uso e que são os médicos da rede que definirão a necessidade de transferência para a internação.

Ainda não há um consenso sobre qual hospital particular iniciará os atendimentos para a rede pública e se a medida contemplará, desde seu início, as três unidades privadas existentes na cidade.

SÓ PARA BAURU

O que já está certo, de acordo o prefeito, é que os leitos particulares acordados por Bauru não contemplarão pessoas da região. "São para pacientes que comprovadamente residam aqui", afirma Gazzetta, dizendo que é de responsabilidade do Departamento Regional de Saúde 6 (DRS-6) a regulação das vagas em hospitais de outras cidades, caso o HE esteja lotado.

"Mas, em uma situação hipotética, se um paciente em estado muito grave de uma cidade vizinha chegar ao HE e não tiver vaga, claro que não o deixaremos sem retaguarda. Será algo excepcional, mas podemos ajudar e, depois, cobrar o prefeito", relativiza Clodoaldo Gazzetta.